sábado, 24 de setembro de 2022

39/52 – PRIMAVERA

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”

39/52 – PRIMAVERA


Finalmente entramos na Primavera!!! O inverno severo, frio e sombrio passou... chegou uma nova estação mais bondosa e florida! Engraçado... até nisso podemos considerar a bondade e a severidade de Deus. Uma estação severa seguida de uma bondosa... uma fria, seguida de uma quente... e tanto uma como outra foi o mesmo Deus que fez, equilibrando até na meteorologia os diversos padrões climáticos para a natureza desfrutar do que cada uma tem de necessário para ela.


Pois é, dia 21 foi o Dia da Árvore... dia 22 iniciou a Primavera e... dia 25, amanhã, esta “arvorezinha” aqui que vos escreve completará mais uma primavera!! E viva o Criador que planejou todas estas coisas tão perfeitamente! Primavera produz flores... árvores produzem frutos... e cristãos produzem as obras de Cristo, e obras ainda maiores, como o Fruto do Espírito... como o bom perfume de Jesus... como a luz divina... como a bondade e severidade a semelhança do Pai.


E aproveitando o ensejo das datas comemorativas, vamos fazer um paralelo com a natureza e ver que a bondade e a severidade de Deus foram aplicadas até para com as árvores. Veja isso: “Todas as árvores do campo saberão que eu, o Senhor, faço cair a árvore alta e faço crescer bem alto a árvore baixa. Eu resseco a árvore verde e faço florescer a árvore seca. Eu o Senhor falei, e eu o farei.” (Ezequiel 17:24) E para não ficar de novo só no Deus de Ezequiel, o que dizer desta conduta do Jesus de Mateus: “Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela, mas nada encontrou, a não ser folhas. Então lhe disse: ‘Nunca mais dê frutos!’ Imediatamente a árvore secou.” (Mateus 21:19) Ambos muito severos! No entanto, conhecendo a sabedoria e justiça do Pai e do Filho, certamente Eles tiveram boas razões.


Isso me fez lembrar aquela parábola de um homem que “tinha uma figueira plantada em sua vinha. Foi procurar fruto nela, e não achou nenhum. Por isso disse ao que cuidava da vinha: ‘Já faz três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não acho. Corte-a! Por que deixá-la inutilizar a terra?’ Respondeu o homem: ‘Senhor, deixe-a por mais um ano, e eu cavarei ao redor dela e a adubarei. Se der fruto no ano que vem, muito bem! Se não, corte-a’.” (Lucas 13:6-9)


Assim compreendemos que Deus o Pai, nem Jesus, o Filho, estão apenas lidando com as árvores. Bem sabemos que elas simbolizam o homem em muitos casos. Inclusive, o próprio Jesus é comparado com a Videira Verdadeira, e nós os ramos! Israel é também lembrado ora como a Figueira, ora como a Oliveira Natural e nós, gentios, a Oliveira Brava enxertada.


Por isso, é fácil entender que o Pai, que é o Agricultor, obviamente espera encontrar muitos e bons frutos em nós. Afinal, a semente é de boa qualidade, o “trabalho” do Agricultor “cavando, adubando, podando e regando” é perfeito! A expectativa de ver o fruto do penoso trabalho da sua alma e ficar satisfeito é grande e justa! Tanto que o próprio João Batista já bem anunciava: “O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo.” (Lucas 3:9 e Jesus em Mateus 7:19) Portanto, é caso de se considerar enquanto se pode reverter, principalmente se já há tempos está “ocupando a terra inutilmente”!! Se nós esperamos boas colheitas quanto mais Ele!


Bem observou Jeremias: “Observo-lhes o íntimo e vejo que sequer cogitam: ‘Melhor seria temermos o Senhor nosso Deus; afinal, é ele que nos dá a chuva de outono e a de primavera a seu tempo e que nos reserva as semanas certas para a colheita’.” (Jeremias 5:24 = Joel 2:23) Vemos nisso a Sua bondade, pois de fato ele concede “boas chuvas para a nossa terra no tempo certo: chuvas de outono e de primavera. Podemos, assim, recolher o cereal, e ter o trigo, vinho e azeite com fartura.” (Deuteronômio 11:14) Porém, se não correspondermos com esta bondade, “se continuarmos a pecar deliberadamente depois que recebemos o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas tão-somente uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os inimigos de Deus.” (Hebreus 10:26,27)


E então... “Se não foi útil para coisa alguma enquanto estava inteira, muito menos o será quando o fogo a queimar e ela estiver carbonizada.” (Ezequiel 15:5) Misericórdia!!! Que sejamos sim, pelo contrário, “como árvores plantadas junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo o que ele faz será bem-sucedido.” (Salmos 1:3) Obrigada, meu Jardineiro Celestial, por me conceder mais uma Primavera, que ela seja florida, perfumada e colorida, cheia de muitos e bons frutos que satisfaçam prazerosamente sua busca em meu pomar!


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Marina M. Kumruian

sábado, 17 de setembro de 2022

38/52 – CONTRA OU A FAVOR

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”

38/52 – CONTRA OU A FAVOR


Sábado passado terminei a reflexão com este versículo: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31)

E por mais difícil que pareça acreditar que Deus possa ser contra nós, temos que admitir que isso pode ser possível em alguns casos. Por exemplo, eu continuo examinando as Escrituras de Ezequiel, e já comentei aqui que a mensagem dele é a mesma da maioria dos profetas: relembrar a “bondade” de Deus para com o seu povo em tantos livramentos se mostrando “severo” Guarda de Israel... em seguida apontar o pecado e a rebelião deste povo que, esquecendo-se e afastando-se do seu Deus, caminha errante para o castigo da disciplina severa do Pai... com isso os profetas conclamam o povo ao arrependimento e a confissão dos seus pecados em humilhação e quebrantamento... para que então, de acordo com a resposta a este apelo, entregar a profecia de destruição “para que saibam que o Senhor é Deus Soberano”, ou a promessa de restauração “para que saibam que o Senhor é Deus Soberano”! Leia a beleza das promessas em 36:25a29


Como mencionei anteriormente, esta frase “para que saibam que o Senhor é Deus Soberano”, aparece 65 vezes nos seus 48 capítulos proféticos, e só agora, no 36 ela apareceu indicando a revelação de Deus de si mesmo no processo de salvação e restabelecimento do Seu povo. Em todas as demais dos capítulos anteriores ela estava sendo usada para expressar a revelação de Deus por meio dos julgamentos contra Israel e as demais nações. Ficou muito notório porque li os dois capítulos na sequência e, enquanto um dizia: “Esta palavra do Senhor veio a mim: ‘Filho do homem, vire o rosto CONTRA o monte Seir; profetize CONTRA ele e diga: ‘Assim diz o Soberano Senhor: Estou CONTRA você, monte Seir, e estenderei o meu braço CONTRA você e farei de você um deserto arrasado. Transformarei as suas cidades em ruínas, e você ficará arrasado. Então você saberá que eu sou o Senhor. ‘Visto que você guardou uma velha hostilidade e entregou os israelitas à espada na hora da desgraça, na hora em que o castigo deles chegou, por isso, juro pela minha vida, palavra do Soberano Senhor, que entregarei você ao espírito sanguinário, e este o perseguirá. Uma vez que você não detestou o espírito sanguinário, o espírito sanguinário o perseguirá.” (Ezequiel 35:1-6) Em contra partida o próximo capítulo dizia: “Mas vocês, ó montes de Israel, produzirão galhos e frutos para o meu povo Israel, pois ele logo virá para casa. Estou preocupado com vocês e olharei para vocês COM FAVOR; vocês serão arados e semeados, e multiplicarei o número de vocês, a saber, de toda a nação de Israel. As cidades serão habitadas e as ruínas reconstruídas. Multiplicarei os homens e os animais, e eles serão frutíferos e se tornarão numerosos. Tornarei a povoá-los como no passado, e farei vocês prosperarem mais do que antes. Então vocês saberão que eu sou o Senhor.” (Ezequiel 36:8-11) Perceberam o contraste entre o CONTRA e o A FAVOR (com favor ou favoravelmente)? O paralelo entre o anúncio do castigo das nações e o da restauração de Israel? Entre a desgraça arrasadora contra Edom e a prosperidade frutífera de Israel? ENTRE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS?


O contexto da história já é sabido. Sim, Israel mereceu ser castigado pelo Senhor por conta de suas transgressões, e muitas vezes Deus se utilizou de nações poderosas e sanguinárias como Suas varas de disciplina. No entanto, o propósito de Deus era a reconstrução transformadora e não a punição destruidora. Por isso Ele repreende Edom, descendente de Esaú, irmão de Jacó-Israel, por ter se alegrado com a devastação do “seu irmão”. Deus esperava que ele “detestasse” a vingança em amor e consideração à própria família. Essa repreensão se aplica perfeitamente para muitas hostilidades familiares de nossos dias. Preste atenção! Mesmo em meio à plena manifestação da ira divina, Deus requer misericórdia!


Aliás, esta questão de Deus ser contra e a favor nestes nossos dias também é bem vista nas Cartas às 7 Igrejas do Apocalipse. Como o Israel do Antigo Testamento, a Igreja do Novo também é seu povo a quem o Senhor tem Seus prós e contras. Exemplo: “CONTRA você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor. Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do seu lugar. Mas há uma coisa A SEU FAVOR: você odeia as práticas dos nicolaítas, como eu também as odeio.” (Apocalipse 2:4-6) Muito interessante que o “contra” é pelo abandono do AMOR, mas o “a favor” é pela preservação do ÓDIO! Confira outro contraste deste ódio com o de Ezequiel 35:11. Nem todo ódio é reprovado!


Com esta reflexão, consideramos que a bondade e a severidade de Deus fornecem o equilíbrio, justa e perfeitamente, para Ele ser CONTRA e A FAVOR, arrasar e restaurar, amar e odiar conforme lhe for devido e para que não se imagine um Deus com um sorriso de papai Noel estaticamente invariável, antes, “para que saibam que o Senhor é Deus Soberano”!


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Marina M. Kumruian

sábado, 10 de setembro de 2022

37/52 – VIDA OU MORTE

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”


37/52 – VIDA OU MORTE


Por estarmos em pleno SETEMBRO AMARELO, e justo hoje calhar de ser 10 de Setembro, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, achei oportuno refletir um pouco sobre esta questão! Até porque, sendo setembro exatamente o mês em que celebro mais um ano de vida, é pertinente que eu também registre aqui os meus protestos contra o suicídio em favor de tantas boas razões que temos para se viver! Nossa Batalha é pela vida, não podemos baixar a guarda e morrer!


Logo me vem à mente a declaração de Jesus: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” (João 10:10) Este paralelo revela novamente os polos que temos traçado em muitas destas semanas: a vida e a morte; Jesus e o Diabo; o bem e o mal... ou seja, os extremos deste duelo que sempre deixa em jogo a bondade e a severidade de Deus. Na verdade, não é bem um “jogo”, embora também haja sempre um que ganha e um que perde. Mas para melhor entendermos as “regras deste jogo”, melhor seria trata-lo com mais seriedade e dar o devido nome, chama-se “Batalha Espiritual”. Sim, uma guerra mesmo entre o Evangelho de Jesus oferecendo vida e vida em abundância... e o engano de Satanás mercadejando a morte e a destruição.


Este tema ganhou ainda mais força esta semana justamente porque nela eu concluí o ensino da Carta de Paulo aos Efésios apresentando para a minha classe o assunto do último capítulo da série: “A Armadura de Deus”. Lá diz assim: “Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo, pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo.” (Efésios 6:11-13) É ou não é caso de vida ou morte?


Muitos não tem essa consciência de que estamos todos em um campo de batalha e nem sequer se dão conta de que estamos cercados por inimigos, até muito reais, ainda que espirituais, bramando como leões a procura de quem possa tragar, quer seja com um golpe baixo de tentações carnais, quer seja com sutilezas de astuto engano, quer seja com dardos inflamados em forma de palavras de outras pessoas ou pensamentos pessoais na própria mente, quer seja nas estratégias camufladas dos entretenimentos, ou das mensagens subliminares e preliminares da mídia contaminada e das redes sociais envenenadas pelas doses de malícias e maldades que o “deus” deste século borrifou em todos seus veículos de morte. Talvez caiba também para este oponente a aplicação da advertência: “Considerai a maldade e a falsidade de Satanás!” Alguns, não as levando em conta, tornam-se presas fáceis das suas multiformes armadinhas diabólicas! Uma delas, inclusive, o suicídio, assunto em pauta deste mês! Por isso lute pra viver!


Por outro lado, considerando a bondade de Deus, reconhecemos que Ele não nos deixa indefesos e abandonados nesta peleja! Absolutamente! Ele é nosso Senhor dos Exércitos, Aquele Guarda de Israel que vai a nossa frente e não permite que as forças do inferno prevaleçam contra nós. Desde que... desde que sigamos as Suas ordens militares para que esta luta não nos derrote, mas nos leve a vitória. Ele nos provê de armas espirituais, de couraças de justiça, escudos da fé, capacetes da salvação, espadas da Palavra de Deus, e tudo isso bem seguro pelo cinturão da verdade! Aliás, é especialmente nas nossas piores lutas contra os poderes das trevas que nosso Deus manifesta ainda mais a Sua severidade contra o mal e a Sua misericordiosa bondade em defesa dos seus verdadeiros filhos da luz!


Bem conhecido é aquele verso: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31) Que segurança traz aos nossos corações a certeza de que Deus é por nós! Que senso de proteção quando cremos que “maior é o que está em nós do que o que está no mundo”! (I João 4:4) E como é bom saber que “mais são os que estão conosco do que com eles”! (II Reis 6:16) Isso é a pura bondade de Deus! Mas vigie, criatura! Ai de você se descuidar e passar a passear no campo do adversário! A severidade de Deus pode bem chamar a sua atenção com estas mesmas palavras: “Por que vocês estão desobedecendo à ordem do Senhor? Isso não terá sucesso! Não subam, porque o Senhor não está com vocês. Vocês serão derrotados pelos inimigos (...) visto que deixaram de seguir ao Senhor, ele não estará com vocês". (Números 14:41-43) Logo, o contrário prova ser verdadeiro: “Se Deus é contra nós, quem será por nós?”  Sejamos firmes, fortes e fiéis nas nossas batalhas sabendo de que lado nós estamos e com quem de fato temos que lutar!


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Marina M. Kumruian

sábado, 3 de setembro de 2022

36/52 – BRASIL

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”

36/52 – BRASIL


Vou aproveitar que estamos entrando na semana da Independência do Brasil e contextualizar o que ainda estou meditando em Ezequiel para a nossa realidade nacional, ou diria até, global. Na verdade, o cenário é o mesmo, não só de Israel, como do Brasil e do Mundo! Só muda o endereço, mas o único “problema” que trouxe a destruição de Israel, a crise do Brasil ou a tragédia mundial é o mesmo e se chama PECADO! Ele é a causa original, o resto é tudo consequência. Entretanto, é possível buscar uma solução prévia enquanto este mal ainda não seja completamente erradicado da face da terra. E esta solução não está sendo apresentada em nenhum plano de governo humano e nem está sendo divulgada por nenhuma proposta sócio-político-econômica... Vamos tentar apresentar aqui a proposta divina, instituída e estabelecida pelo Reino de Deus. Vamos considerar a bondade e a severidade de Deus ao tratar o assunto:


Repare a expectativa que o Senhor demostrou enquanto retratava a situação deplorável do povo de Israel: “Procurei entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na brecha diante de mim e em favor da terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei nem um só.”  (Ezequiel 22:30) Já antes ele adverte: “Vocês não foram consertar as brechas do muro para a nação de Israel, para que ela pudesse resistir firme no combate do dia do Senhor.” (Ezequiel 13:5) E o profeta Jeremias transmite a mesma dica: “Percorram as ruas de Jerusalém, olhem e observem. Procurem em suas praças para ver se podem encontrar alguém que aja com honestidade e que busque a verdade. Então eu perdoarei a cidade.” (Jeremias 5:1) Podemos ainda ver detalhes do que aconteceu no capítulo 42 de Jeremias. Vai lá conferir!


É como se o Senhor estivesse esperando uma reação do povo ou de intercessores que buscassem, ao menos, essa “solução prévia enquanto o mal não fosse completamente erradicado”. Este intercessor deveria, como mencionamos na semana passada: “lembrar de como Deus foi entristecido por seus corações adúlteros, que se desviaram dele, e, por seus olhos, que cobiçaram os seus ídolos. Ter nojo de si mesmos por causa do mal que fizeram e por causa de todas as suas práticas repugnantes.” Isso é ARREPENDIMENTO sincero! Depois “suspirarem e gemerem por causa disso” isso é CONFISSÃO quebrantada. Na verdade, o Senhor coloca a condição do que Ele espera como nossa reação ao pecado para poder nos perdoar e curar:

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.” (2 Crônicas 7:14)


Isto serve para o aspecto pessoal, na responsabilidade individual para com nossos próprios pecados, como também se aplica ao coletivo da família, da Igreja, da Nação, do Mundo! Façamos nossa parte como membros individualmente e como parte do todo, especialmente nestes dias de celebração pelos 200 anos da Independência do Brasil. Vamos interceder por nossas famílias naturais, espirituais e sociais, vamos clamar por nossa Nação Brasileira! “Como você pode ficar aí dormindo? Levante-se e clame ao seu Deus! Talvez ele tenha piedade de nós e não morramos.” (Jonas 1:6) “Ponha o seu rosto no pó; talvez ainda haja esperança.” (Lamentações 3:29) “Talvez o SENHOR tenha misericórdia” (Amós 5:15)


Essa história vem desde o princípio como começamos falando de Adão na 1ª semana... o mesmo ocorreu com o povo saindo do cativeiro do Egito: “Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que fizera coisas grandiosas no Egito, maravilhas na terra de Cam e feitos temíveis junto ao mar Vermelho. (BONDADE) Por isso, ele ameaçou destruí-los; (SEVERIDADE) mas Moisés, seu escolhido, intercedeu diante dele, para evitar que a sua ira os destruísse.” (Salmos 106:21-23) Assim foi em todo tempo dos juízes e reis de Israel... foi também como estamos vendo agora no cativeiro Babilônico... e continuará sendo até o final apocalíptico quando enfim “este mal será completamente erradicado da face da terra”! Os juízos anunciados pelos profetas do AT são muito semelhantes ao de João no NT, tanto quanto o sinal com o qual Deus identificará aqueles que reagem severamente ao pecado e bondosamente desfrutam da Sua misericórdia!


O Senhor, Deus Todo-poderoso, é o Único que pode nos dar o livramento. Ele já proclamou, por meio da sua bondade, a nossa “independência” do pecado para que ele não tenha mais domínio sobre nós e nem mais nos traga seu impróprio e temporário prazer traiçoeiro. Ele já decretou, por meio de sua severidade, que a dependência do pecado traz queda, morte e destruição. Cabe a nós agora considerar a sua bondade e a sua severidade e escolher entre a “independência” e “morte” do pecado ou a dependência e vida total de Deus! Eu fico com a 2ª opção como 1ª e única na minha vida!


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Marina M. Kumruian

sábado, 27 de agosto de 2022

35/52 – EZEQUIEL

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”

35/52 – EZEQUIEL


Depois de Daniel, agora nesta semana comecei a ler novamente o livro de Ezequiel. Não podia ser diferente: Bondade e Severidade explicitas já na Introdução! Dê um zoom na imagem que segue para conferir a interpretação que a minha Bíblia de Estudo fez deste livro. E de fato, estou ainda em bem menos da metade e o contexto destes primeiros capítulos já dão uma ideia significativa do que se seguirá aos longo destes 48... muita bondade e muita severidade!!


No capítulo 2 entendemos que a comissão inicial do profeta era declarar o desagrado de Deus diante da rebeldia e desobediência do seu povo e a inevitabilidade de seu juízo contra Jerusalém e todo Judá. Interessante que por várias vezes o Senhor ainda previa: “O povo a quem vou enviá-lo é obstinado e rebelde. Diga-lhe: Assim diz o Senhor Soberano. E, quer aquela nação rebelde ouça, quer deixe de ouvir, saberá que um profeta esteve no meio dela.” (2:4,5)


No capítulo 3 o Senhor apresenta as condições de sua bondade para salvar a vida daqueles que aceitam a advertência em relação aos seus maus caminhos e da sua severidade com relação àqueles que preferem morrer na própria iniquidade. Os mesmos conceitos são detalhadamente explicados no capítulo 18 e novamente apresentados no 33. Recomendo examiná-los após terminar a leitura aqui. É a função do sentinela (vigilante ou atalaia em outras versões).


Daí pra frente o profeta começa a relatar para o seu povo o terror que está por vir como justos e verdadeiros juízos divinos! É de se admirar expressões tão severas como estas: “...eu retirarei o meu favor (ou a minha bênção). Não olharei com piedade para ti e não a pouparei. Um terço de seu povo morrerá de peste ou perecerá de fome dentro de seus muros; um terço cairá pela espada fora da cidade; e um terço dispersarei aos ventos e perseguirei com a espada em punho. Então a minha ira cessará, e diminuirá a minha indignação contra eles, e serei vingado. E, quando tiver esgotado a minha ira sobre eles, saberão que eu, o Senhor, falei segundo o meu zelo.” (Ezequiel 5:11-13) É... Papai tá bravo, crianças! E com razão! O que vocês aprontaram, merece um castigo de uns bons anos no exílio para pensar com tempo suficiente de se arrepender e aprender. E o Senhor deixa claro que esta era mesmo sua intenção quando diz: “Mas pouparei alguns; (...) Ali, nas nações para onde vocês tiverem sido levados cativos, aqueles que escaparem se lembrarão de mim; lembrarão de como fui entristecido por seus corações adúlteros, que se desviaram de mim, e, por seus olhos, que cobiçaram os seus ídolos. Terão nojo de si mesmos por causa do mal que fizeram e por causa de todas as suas práticas repugnantes. E saberão que eu sou o Senhor, que não ameacei em vão trazer esta desgraça sobre eles.” (6:8-10) 


Aliás, esta é uma das 65 vezes que aparece a frase: “E saberão que eu sou o Senhor”. Por muitas vezes esse povo soube que só o Senhor era Deus, por tantos livramentos nas batalhas, por tantas provisões nas necessidades, por tantos sinais e maravilhas operadas em favor deles diante de seus inimigos! Como era bom considerar esta bondade de Deus, do Deus que por eles tudo executava com mão forte e braço estendido. Mas agora eles estavam precisando considerar a severidade deste mesmo Deus e saber que Ele é Senhor! E depois, novamente desfrutarão melhor de sua bondade!


O capítulo 7 anuncia a chagada do fim com palavras duras e pesadas que chegam a assustar realmente! “Assim diz o Soberano Senhor: Chegou a desgraça! Uma desgraça jamais imaginada vem aí. Chegou o fim! (...) A condenação chegou sobre você, (...) há pânico, e não alegria. Estou para derramar a minha ira sobre você e esgotar a minha indignação contra você; eu a julgarei de acordo com a sua conduta e lhe retribuirei todas as suas práticas repugnantes. (...) A violência encarnou-se numa vara para castigar a maldade; Chegou a hora, o dia chegou” (v:5-12)


E até quase o final do livro eu sei que as sentenças virão e se cumprirão, sim, “Nenhuma de minhas palavras sofrerá mais demora; tudo o que eu disser se cumprirá, palavra do Soberano Senhor.” (Ezequiel 12:28) No entanto, diante de toda esta calamidade, há um remanescente cuja a distinção é marcada pelos mesmos sentimentos de repúdio e indignação pelos pecados do povo. Veja essa ordem do Senhor: “Percorra a cidade de Jerusalém e ponha um sinal na testa daqueles que suspiram e gemem por causa de todas as práticas repugnantes que são feitas nela". Enquanto eu escutava, ele disse aos outros: "Sigam-no por toda a cidade e matem, sem piedade ou compaixão, velhos, rapazes e moças, mulheres e crianças. Mas não toquem em ninguém que tenha o sinal.” (Ezequiel 9:4-6) Sejamos nós estes poucos que sejam igualmente sensíveis aos malefícios do pecado identificando-nos com a justa e santa ira divina.


Escrevi... quer leiam, quer deixem de ler! Sou uma sentinela espiritual da parte do Senhor que se identifica com Seus sentimentos em relação ao pecado do povo!


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Marina M. Kumruian

sábado, 20 de agosto de 2022

34/52 – NABUCODONOSOR

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”


34/52 – NABUCODONOSOR


Esta semana estava relendo e estudando o Livro de Daniel e me deparei novamente com mais um clássico exemplo da bondade e da severidade de Deus. E daí uma história puxa outra, e mais outra... vamos ver quantas vão caber aqui hoje!


O caso de Nabucodonosor é bastante conhecido, mas não tinha me atentado no fato que foi o próprio “Deus Altíssimo [que lhe] deu soberania, grandeza, glória e majestade (...) alta posição que lhe concedeu...” (Daniel 5:18,19) mostrando aí a Sua bondade até para com um rei estrangeiro! No entanto, quando o poder lhe subiu na cabeça, deixou de considerar a bondade que tinha recebido e a severidade que poderia receber ao declarar: “Acaso não é esta a grande Babilônia que eu construí como capital do meu reino, com o meu enorme poder e para a glória da minha majestade?” As palavras ainda estavam nos seus lábios quando veio do céu uma voz que disse: "É isto que está decretado quanto a você, rei Nabucodonosor: Sua autoridade real lhe foi tirada. Você será expulso do meio dos homens, viverá com os animais selvagens e comerá capim como os bois. Passarão sete tempos até que admita que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e os dá a quem quer.” A sentença sobre Nabucodonosor cumpriu-se imediatamente. (...) “Ao fim daquele período, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, e percebi que o meu entendimento tinha voltado. Então louvei o Altíssimo; honrei e glorifiquei aquele que vive para sempre. O seu domínio é um domínio eterno; o seu reino dura de geração em geração. (...) Naquele momento voltou-me o entendimento, e eu recuperei a honra a majestade e a glória do meu reino. Meus conselheiros e nobres me procuraram, meu trono me foi restaurado, e minha grandeza veio a ser ainda maior. Agora eu, Nabucodonosor, louvo e exalto e glorifico o Rei dos céus, porque tudo o que ele faz é certo, e todos os seus caminhos são justos. E ele tem poder para humilhar aqueles que vivem com arrogância.” (Daniel 4:30-37)


Experiências semelhantes a estas são repetidamente registradas nas Histórias dos Reis de Judá e Israel como no caso de Amazias que “fez o que o Senhor aprova, mas não de todo o coração. Quando sentiu que tinha o reino sob pleno controle ...” começou a cair... “Porém um homem de Deus veio a ele, dizendo: Ó rei, não deixes ir contigo o exército de Israel; porque o Senhor não é com Israel... Se quiseres ir, faze-o assim, esforça-te para a peleja. Deus, porém, te fará cair diante do inimigo; porque força há em Deus para ajudar e para fazer cair (...) A partir do momento em que deixou de seguir o Senhor, conspiraram contra ele em Jerusalém, e ele fugiu..., mas o perseguiram e o mataram.” (2 Crônicas 25: 2,3,7,8,27)


Mais um exemplo de Uzias que “foi longe; porque foi maravilhosamente ajudado, até que se fortificou. Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração até se corromper; e transgrediu contra o Senhor seu Deus... foi infiel e não será honrado por Deus, (...) o Senhor o havia ferido... de lepra... até o dia em que morreu.” (2 Crônicas 26:15,16,18,20,21)


Reis que começaram tão bem, desfrutando da bondade da bênção do Senhor, mas que não perseveraram em considerar a Sua severidade! Diz-se de Ezequiel que “Nunca houve ninguém como ele entre todos os reis de Judá, nem antes nem depois dele. Ele se apegou ao Senhor e não deixou de segui-lo; obedeceu aos mandamentos que o Senhor tinha dado a Moisés. E o Senhor estava com ele; era bem sucedido em tudo o que fazia” (2 Reis 18:5-7) “Mas Ezequias tornou-se orgulhoso, e não correspondeu à bondade com que foi tratado; por isso a ira do Senhor veio sobre ele, sobre Judá e sobre Jerusalém. Então Ezequias humilhou-se reconhecendo o seu orgulho, como também o povo de Jerusalém; por isso a ira do Senhor não veio sobre eles durante o reinado de Ezequias. (...) Mas, quando os governantes da Babilônia enviaram uma delegação para perguntar-lhe acerca do sinal miraculoso que havia ocorrido no país, Deus o deixou, para prová-lo e para saber tudo o que havia em seu coração.” (2 Crônicas 32:24-26 e 31)


Poderia citar ainda muitos outros, você bem sabe, mas que estes já nos sirvam de alerta para saber que o mesmo Bondoso Deus que exaltou Nabucodonosor, como ele mesmo disse, também “tem poder para humilhar aqueles que vivem com arrogância.” Ou como Amazias ouviu que “força há em Deus para ajudar e para fazer cair”. 


Volto a afirmar: a severidade de Deus não durou só no AT, ela dura até que um coração exaltado se quebrante, porque a Sua bondade também dura até que um coração humilde se exalte. O exemplo de Herodes em Atos 12:21-23, no NT, também já foi citado na 24ª semana. Então gente, baixa a bola aí e se mantenha abençoado na bondade do Teu Deus!


Compartilhei minha 34 semana de 2022


Marina M. Kumruian

sábado, 13 de agosto de 2022

33/52 – PAIS & FILHOS

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”


33/52 – PAIS & FILHOS


Aproveitando que amanhã é Dia dos Pais, vou me reportar a duas parábolas de Jesus que trazem uma representação de Deus Pai na figura do pai destas estórias. Vamos reparar que cada um deles tinham 2 filhos que também podem simbolizar o filho que considera a bondade do pai e o outro filho que considera a severidade do mesmo pai.


Uma delas é a mais conhecida Parábola do Filho Pródigo. Nela, um mesmo pai tem um filho mais novo que considerava excessivamente a bondade de seu pai a ponto de já reivindicar sua herança antes do tempo e desperdiça-la de maneira irresponsável. Obviamente, este filho abusou da bondade de seu pai e acabou sendo considerado um filho mal porque deixou de considerar a severidade que o levaria a uma postura mais cautelosa. 


Por outro lado, sabemos que este pai tinha um outro filho mais velho que tão rigorosamente considerava a severidade de seu pai que nem sequer sentia a liberdade de matar um cabrito para festejar com seus amigos! Tal era o conceito acentuado de severidade que ele tinha do seu pai que nem conseguia admitir tamanha bondade paterna demonstrada ao receber de braços abertos o filho arrependido.


Estes 2 filhos faltaram com o equilíbrio na consideração da bondade e da severidade do pai. Representam perfeitamente alguns de nós que, ou se perdem lá fora no pecado por conta da demasiada confiança na graça bondosa de Deus Pai, ou se perdem mesmo dentro da lei por conta do escravizante terror da justa severidade do Senhor Deus. Bem que poderia ter um arquétipo mais equilibrado em um terceiro filho para dar o exemplo da sóbria prudência de quem teme em amor e ama com temor na dosagem certa!


O mesmo vemos na segunda parábola que quero complementar. Ela se encontra em Mateus 21:28 a 32 (a outra acima está registrada em Lucas 15:11 a 32). Jesus começa contando assim: “O que vocês acham? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: ‘Filho, vá hoje trabalhar na vinha.’ Ele respondeu: ‘Não quero ir.’ Mas depois, arrependido, foi. Dirigindo-se ao outro filho, o pai disse a mesma coisa. Ele respondeu: ‘Sim, senhor.’ Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Eles responderam: ‘O primeiro.’ Então Jesus disse: Em verdade lhes digo que os publicanos e as prostitutas estão entrando no Reino de Deus primeiro que vocês. Porque João veio até vocês no caminho da justiça, e vocês não acreditaram nele; no entanto, os publicanos e as prostitutas acreditaram. Vocês, porém, mesmo vendo isso, não se arrependeram depois para acreditar nele.” Jesus, quer saber o que eu acho? Que também, bem podia ter mais um filho para dar o perfeito exemplo de dizer: “Sim” e fazer o que disse. Mas concordo que dos 2, o melhor ( ou menos mal) foi mesmo o que resolveu depois fazer o que o pai pediu, ainda que a princípio não tenha mostrado disposição em obedecer. Este primeiro que usou de honestidade em responder francamente que não queria ir trabalhar, parece ter considerado inicialmente a bondade de Deus, mas se retratou quando provavelmente considerou a severidade do pai e não quis sofrer as consequências maléficas da desobediência. Já o segundo que respondeu o “sim, senhor”, estava de cara consciente da severidade autoritária do “senhor” seu pai, mas não permaneceu nela na “hora H”... quem sabe tentou flertar com a bondade que ele sabia também existir no coração do seu pai. Só que desta forma, acabou não satisfazendo a ordem paterna. 


Bem, diante do exemplo destes 4 filhos, longe de mim esteja ser como o filho mais velho de Lucas 15 ou como o “sim, senhor” de Mateus 21! Ainda que tinham “aparência” de bonzinhos, acabaram mal!! Pelo menos o filho pródigo e o outro que confessou não querer fazer a vontade do pai, ambos, experimentaram a oportunidade preciosa da mudança de ideia por meio do arrependimento! E ainda que se mostraram transparentemente negligentes no princípio, acabaram sendo transformados e transformando suas atitudes ruins em boas!


Quisera eu poder ser, do começo ao fim, como uma filha perfeitamente equilibrada no amor e na obediência com o meu Bondoso e Severo Pai Celestial de tal maneira que, em tudo e em todo o tempo, Ele pudesse contar com a minha prontidão em dizer “sim, meu amado Pai e Senhor, ainda que eu não queira fazer o bem, ou ainda que eu deseje fazer o mal, levarei sempre a minha vontade para a cruz, para que não seja como eu quero, mas sim, como Tu queres, farei!"


Compartilhei minha 33 semana de 2022


Marina M. Kumruian

53/53 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

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