sábado, 31 de dezembro de 2022

53/53 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”

53/53 – CONSIDERAÇÕES FINAIS


Vamos então às “considerações finais”! Só fique bem claro, porém, que não chegamos ao fim das considerações da bondade e da severidade de Deus, talvez nem sequer conseguimos chegar ao começo! Chegamos, sim, apenas ao fim de mais uma série, sem contudo, esgotar um assunto como este que deve ser ainda considerado pelo resto das nossas vidas!


Entretanto, acredito que pudemos avançar um pouco mais no nosso conceito sobre o caráter de Deus enquanto, a cada semana, consideramos Sua bondade e Sua severidade em busca de melhor conhecer o Deus a quem amamos e servimos. E creio que não estou sozinha neste ardente e sincero desejo de chegar mais perto do Senhor para melhor saber quem e como Ele é! Aliás, Moisés foi outro que também queria muito isso, tanto que ousou pedir: “’mostre-me a tua glória’. E Deus respondeu: ‘Diante de você farei passar toda a minha bondade, e diante de você proclamarei o meu nome: o Senhor. Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia, e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão’.” (Êxodo 33:18-19) Note que Deus disse “farei passar toda a minha bondade” e não toda a minha severidade! Isto me faz pensar que a natureza genuína do Senhor é de “bondade” e que a “severidade” é uma característica provocada, reativa e não ativa. Moisés testificou isso com os próprios olhos quando “Então o Senhor desceu na nuvem, e se pôs ali junto a ele; e ele proclamou o nome do Senhor. Passando, pois, o Senhor perante ele, clamou: O Senhor, o Senhor Deus, misericordioso e piedoso (compassivo), tardio em irar-se (paciente) e grande em beneficência e verdade (cheio de amor e de fidelidade); que guarda a beneficência (mantém o amor) em milhares; que perdoa a iniquidade (maldade), e a transgressão (rebelião) e o pecado; que ao culpado não tem por inocente (não deixa de punir); que visita a iniquidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até a terceira e quarta geração’. E Moisés apressou-se, e inclinou a cabeça à terra, adorou, dizendo: ‘Senhor, se de fato me aceitas com agrado, acompanha-nos o Senhor. Mesmo sendo esse um povo obstinado, perdoa a nossa maldade e o nosso pecado e faze de nós a tua herança’. ‘Faço com vocês uma aliança’, disse o Senhor,...” (Êxodo 34:5-10) E na sequência segue-se a renovação dos votos nos termos da Antiga Aliança.


Este relato é interessantíssimo para a nossa pesquisa! Estamos analisando a experiência única de alguém que viu a glória do Senhor pessoalmente e nela contemplou perfeitamente a Sua bondade e a Sua severidade. Ele deve ter ficado tão extasiado com a bondade do Senhor que explodiu em adoração e gratidão, ao mesmo tempo que se estremeceu com Sua severidade a ponto de clamar por perdão em temor à punição pela culpa que pesava sobre o povo. Aqui está a devida postura que devemos ter diante da bondade e da severidade de Deus. Agrada ao Senhor quando reconhecemos com grata adoração os beneficiando de Sua misericórdia, piedade, compaixão, paciência, grande beneficência e verdade, amor e fidelidade! Ô glória, Deus é bom!!! Mas, paralelamente, também lhe agrada quando reconhecemos com reverente temor e quebrantamento que a culpa por nossa iniquidade, maldade, transgressão, rebelião e pecado, não ficará sem punição como por inocentes! Devemos aí clamar por perdão e correção em alinhamento novamente com os termos da Nova Aliança, que igualmente continua exigindo obediência e santidade ainda muito maior que a antiga.


É neste momento, com estas atitudes que alcançaremos a harmonia entre a Lei e a Graça, quando a bondade e a severidade poderão dar as mãos, “o amor e a fidelidade se encontrarão; a justiça e a paz se beijarão.” (Salmos 85:10)


Moisés conseguiu discernir e considerar a severidade do “Senhor, o seu Deus, [que] é Deus zeloso; é fogo consumidor.” em Deuteronômio 4:24 e no verso 31 a bondade do mesmo “Senhor, o seu Deus, [que] é Deus misericordioso; ele não os abandonará, nem os destruirá, nem se esquecerá da aliança que com juramento fez com os seus antepassados.” 


Outro pequeno profeta que teve esta mesma grande revelação foi Naum quando suspirou: “O Senhor é Deus zeloso e vingador! Seu furor é terrível! O Senhor executa vingança contra os seus adversários e manifesta o seu furor contra os seus inimigos. O Senhor é muito paciente, mas o seu poder é imenso; o Senhor não deixará impune o culpado (...) Quem pode resistir à sua indignação? Quem pode suportar o despertar de sua ira? O seu furor se derrama como fogo,(...) O Senhor é bom, um refúgio em tempos de angústia. Ele protege os que nele confiam...” (Naum 1:2,3,6,7)


Que a BONDADE DE DEUS que nos enche de toda sorte de bênçãos e a Sua SEVERIDADE que nos livra de toda sorte de males nos acompanhe neste Novo Ano de 2023 e por todos os dias das nossas vidas em amor e temor! Amém! (Salmo 23:6)


Compartilhei minha 53ª semana de 2022... e que venham as novas e abençoadas 52 semanas de 2023!!


Marina M. Kumruian

sábado, 24 de dezembro de 2022

52/53 – COMER OU SER COMIDO

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”

52/53 – COMER OU SER COMIDO


Lá vem Boas Festas... Natal... Réveillon... Final de ano é sempre assim, tempo de festas, de muita comilança e banquetes! Eu mesma, até antes disso, já ganhei uns quilinhos a mais por conta dos 7 dias a bordo de um Cruzeiro Marítimo com comida à vontade para comer até sem vontade! Comer é uma bênção advinda da bondade de Deus, não podemos negar! Mas, por outro lado, o pecado da glutonaria provoca uma maldição severa também da parte de Deus! Esta é outra área da nossa vida que também precisamos aprender a equilibrar. Fome saudável é bom, mas apetite desordenado é mal!


Algumas vezes procuro me escoar na desculpa de que devo estar obedecendo muito bem ao Senhor, por isso me permito comer o melhor desta terra ao tomar por base a bem conhecida afirmação: “Se vocês estiverem dispostos a obedecer, comerão os melhores frutos desta terra; mas, se resistirem e se rebelarem, serão devorados pela espada.” (Isaías 1:19,20) Vemos aí a bênção de comer do bom e do melhor segundo a bondade de Deus, tanto quanto a consequência severa de “ser comido” se, caso contrário, preferirmos a rebelião! 


Foi desta maneira que, desde o princípio, Deus nos ensinou a respeito das boas consequências decorrentes da obediência e das severas sequelas provenientes da transgressão. Lá no Éden foi apresentado o fruto proibido que levaria à morte, como também todos os demais frutos permitidos, inclusive o da Árvore da Vida, que traria saúde física, emocional e espiritual! Infelizmente a escolha do fruto não foi acertada, consequentemente o resultado foi intoxicação alimentar, contaminação emocional e morte espiritual. Está explicado de onde procede esta nossa curiosidade e atração pelo proibido, pelo exótico e desconhecido. Vivemos esta experiência agora, inclusive, quando meu filho se aventurou a escolher “caracóis” no cardápio do navio para o jantar e, antes mesmo da sobremesa chegar, foi parar no pronto socorro surpreendido com uma reação alérgica que nos assustou bastante! Assim, nosso próprio organismo se encarrega de provocar as reações devidas de acordo com nossas ações indevidas. Assim é também em todas as demais áreas da vida! Assim é com Deus Pai, Ele também reage com bondade ou severidade de acordo com nossa ação de fidelidade ou iniquidade! Isto é justo! Esta é a Lei Universal da semeadura e colheita, da ação e reação. O Salmo 7 retrata bem esta justiça divina quando declara: “Deus justo, que sondas as mentes e os corações, dá fim à maldade dos ímpios e ao justo dá segurança. Deus é um juiz justo, um Deus que manifesta cada dia o seu furor. Se o homem não se arrepende, Deus afia a sua espada, arma o seu arco e o aponta...” (leia lá todos os versos!)


Mas voltando à questão de comer ou passar fome, recentemente também tive uma experiência interessante. Eu iria passar um tempo à sós na presença do Senhor, mas, honestamente, confesso que não estava muito disposta a jejuar. Orei sobre isso e consultei ao Senhor pedindo uma confirmação na Palavra. Olha para onde Ele me levou: “Assim diz o Soberano Senhor: "Os meus servos comerão, e vocês passarão fome; os meus servos beberão, e vocês passarão sede; os meus servos se regozijarão, e vocês passarão vergonha; os meus servos cantarão com alegria no coração, e vocês se lamentarão com angústia no coração...” (Isaías 65:13-14) Achei demais esta resposta tão acolhedora! Ora, deduzi, se sou serva do meu Senhor, então Ele está me convidando a comer, beber, e me regozijar com alegres canções em comunhão com Ele à mesa! Que tremenda bondade! Que honra e privilégio não precisar nem me preocupar com o que comer ou beber quando busco o Reino de Deus em primeiro lugar! Entretanto, que lástima e vergonha está reservada para aqueles que desprezam a fartura dos banquetes celestiais na casa do Pai. Passarão fome e sede porque não se arrependem enquanto mendigam as bolotas dos porcos, e nem se voltam para o lar onde teriam novilhos cevados a lhes esperar em festa.


Então, minha gente, desejo a todos que o Dono da Festa, o próprio Aniversariante Jesus Cristo de Nazaré, esteja hoje e sempre celebrando conosco a Ceia do Senhor, com o partir do pão vivo e o beber do fruto da vide, ingerido na porção certa da nossa fome espiritual, como uma dieta divinamente saborosa, provando da bondade de Deus revelada na força, saúde e vida da nova aliança, bem diferente daqueles muitos fracos, doentes e não poucos que dormem por comerem e beberem para a própria condenação já que o fazem indignamente, desconsiderando a severidade de um Deus que não pode inocentar o  “culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor. Portanto, examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice.” (1 Coríntios 11:27,28) Assim faremos que a bênção do comer e do beber não se transforme em maldição, pelo contrário, abriremos a porta de um Novo Ano no qual entraremos e cearemos com o Senhor em nossas casas, com nossas famílias, todos os dias da nossa vida com fartura, regozijo e prosperidade!


Compartilhei minha 52ª semana de 2022 (e não acabou ainda, temos mais a 53ª e última do ano na semana que vem!)


Marina M. Kumruian

sábado, 17 de dezembro de 2022

51/53 – CONCLUSÃO DE SALOMÃO

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”


51/53 – CONCLUSÃO DE SALOMÃO


Temos feito nas duas últimas semanas uma recapitulação de todos que não escaparam da bondade e da severidade de Deus! Percebemos que, praticamente, toda a Bíblia está sinalizando a bondade e a severidade de Deus. Inclusive encontrei ainda outros textos que poderiam embasar as citações das semanas anteriores e que não quero deixar de fora.


Por exemplo, quando citamos a numerosa nação de Israel “que no passado foram tantos quanto as estrelas do céu, ficarão reduzidos a um pequeno número, porque não obedeceram ao Senhor, ao seu Deus. Assim como foi agradável ao Senhor fazê-los prosperar e aumentar em número (BONDADE), também lhe será agradável arruiná-los e destruí-los. Vocês serão desarraigados da terra em que estão entrando para dela tomar posse (SEVEREIDADE).” (Deuteronômio 28:62,63)


E quando vimos o povo escravo no Egito: “Embora vocês já tenham conhecimento de tudo isso, quero lembrar-lhes que o Senhor libertou um povo do Egito (BONDADE) mas, posteriormente, destruiu os que não creram (SEVERIDADE).” (Judas 1:5)


Ou quando levou o povo de Israel cativo: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: "Assim como eu havia decidido castigar vocês sem compaixão quando os seus antepassados me enfureceram" (SEVERIDADE), diz o Senhor dos Exércitos, "também agora decidi fazer de novo o bem a Jerusalém e a Judá (BONDADE). Não tenham medo! Eis o que devem fazer: Falem somente a verdade uns com os outros, e julguem retamente em seus tribunais;” (Zacarias 8:14-16)


Em todos os casos vimos que bem se aplicaria a declaração do próprio Deus:  "Eu sou o único, eu mesmo. Não há deus além de mim. Faço morrer e faço viver, feri (SEVERIDADE) e curarei (BONDADE), e ninguém é capaz de livrar-se da minha mão.” (Deuteronômio 32:39) E Deus pode continuar dizendo em nossos dias também: “Assim como eu trouxe toda esta grande desgraça sobre este povo (SEVERIDADE), também lhes darei a prosperidade que lhes prometo (BONDADE). (Jeremias 32:42) E creia, embora pareçam repetidos, todos os textos que eu coloco aqui nesta série, são inéditos!


Portanto, assim como foi com todos estes nossos antepassados, assim tem sido conosco: “Porque o Senhor não o desprezará para sempre. Embora ele traga tristeza (SEVERIDADE), mostrará compaixão, tão grande é o seu amor infalível (BONDADE). Porque não é do seu agrado trazer aflição e tristeza aos filhos dos homens.” (Lamentações 3:31-33 e 38-40)


Por isso, tenho falado aqui que meu propósito com esta série é considerar, aprender e ensinar sobre o caráter integral do nosso Deus, conforme Ele mesmo nos instrui em Sua própria Palavra, a qual por si só já nos revela Sua bondade e Sua severidade, como Ele mesmo disse: "Portanto eu lhes ensinarei; desta vez eu lhes ensinarei sobre o meu poder e sobre a minha força. Então saberão que o meu nome é Senhor.” (Jeremias 16:21) Assim Ele explica que para cada situação, Ele nos ensina e nos demonstra uma faceta dos seus atributos para que não só o conheçamos como o Papai Bondoso, mas também como o Senhor Severo... o Noivo Amado, mas também o Justo Juiz... Por mais “esta vez”, e sabe-se lá quantas, ainda precisaremos aprender sobre Sua força e poder enquanto também Ele nos ensina a considerar a Sua compaixão e misericórdia. Ainda estamos sendo levados por esta gangorra a subir e a descer neste vai e vem, na tentativa de manter o equilíbrio e não cair da graça e nem sucumbir ao temor. Pois, enquanto as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, por outro lado, o temor à Sua severa justiça deveria ser a causa de não consumirmos coisas, atitudes e/ou pessoas que bem podem, sim, consumir nossa boa conduta! 


O sábio Salomão também chegou a esta conclusão: “Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mal.” (Eclesiastes 12:13,14) Em outras palavras, devemos temer a prática do mal (para evitar a severidade) e guardar a prática do bem (para se beneficiar da bondade)! E se alguém ainda não entendeu o que é temer a Deus, o próprio Salomão explica: “Temer ao Senhor é odiar o mal” (Provérbios 8:13) Então, se assim bem soubermos equilibrar estes dois lados da balança, e bem usá-los a nosso pleno favor, creio até que bem poderemos ouvir também a nosso respeito: “Amas a justiça e odeias a iniquidade; por isso Deus, o teu Deus, escolheu-te dentre os teus companheiros ungindo-te com óleo de alegria.” (Salmos 45:7)


Compartilhei minha 51ª semana de 2022


Marina M. Kumruian

sábado, 10 de dezembro de 2022

50/52 – NINGUÉM ESCAPA II

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”


50/52 – NINGUÉM ESCAPA II


Na semana passada comecei repassando aqui uma lista de todos aqueles que não escaparam da bondade e da severidade de Deus, desde os ANJOS no céu, seguindo por ADÃO & EVA na terra, prosseguindo com os PATRIARCAS, os HEBREUS, seus JUÍZES e REIS. Vimos em cada um destes períodos as respectivas advertências do Pai disciplinando seus filhos com recompensas de acordo com a fiel obediência ou com a rebelde transgressão. Sem escapatória nem mesmo para os anjos “que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia;” (Judas 1:6) Nem mesmo para os justos heróis da fé que começaram bem, mas acabaram mal segundo o alerta o Senhor: “...desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniquidade, e fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as suas justiças que tiver feito não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá.” (Ezequiel 18:24) Então, isso faz eco com as próprias palavras do Mestre Jesus: “Não pensem que vocês podem dizer a si mesmos: ‘Abraão é nosso pai’. Pois eu lhes digo que destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo.” (Mateus 3:9,10) Não basta ser árvore!


Assim, não é seu escalão celestial que te garante... não é sua descendência judaica ou sua procedência cristã... é sim, o “selo do Espírito Santo” que te dá o penhor, a marca de quem você pertence, por meio de quem você pode dar fruto e só por quem se adquire um caráter justo e justificado, santo e regenerado, que começa e permanece Nele até o fim!


Mas vamos continuar conferindo o nosso checklist para ver até onde vai... paramos no top 6, prosseguimos com o 7º:


7º) SACERDOTES

A estes o Senhor certa vez declarou: “Prometi à sua família e à linhagem de seu pai, que ministrariam diante de mim para sempre. Mas agora o Senhor declara: Longe de mim tal coisa! Honrarei aqueles que me honram, mas aqueles que me desprezam serão tratados com desprezo. Levantarei para mim um sacerdote fiel, que agirá de acordo com o meu coração e o meu pensamento. Edificarei firmemente a família dele, e ele ministrará sempre perante o meu rei ungido.” (1 Samuel 2:30,35) Uma referência à família desprezível do sacerdote Eli em contraposição a prevista fidelidade de Samuel.


8º) FARISEUS

Citamos os levitas, tribo separada para o sacerdócio desde Moisés, e incluo aqui outra casta de religiosos aparentemente intocáveis! No entanto, igualmente igualados na mesma repreensão divina: "Ai de vocês, fariseus, porque dão a Deus o dízimo da hortelã, da arruda e de toda a sorte de hortaliças, mas desprezam a justiça e o amor de Deus!” (Lucas 11:42) Diga-me se estes não estavam provocando a severidade de Deus com este comportamento puramente legalista e hipócrita! Certamente não escapariam! O Senhor via além das aparências, via o coração, onde deveriam considerar, ao invés de desprezar, a severa justiça e o amor bondoso de Deus!


9º) TODO O POVO

Acredito que podemos tomar esta exortação para todo o povo de Deus em todos os níveis: “Se vocês temerem, servirem e obedecerem ao Senhor, e não se rebelarem contra suas ordens, e, se vocês e o rei que reinar sobre vocês seguirem o Senhor, o seu Deus, tudo lhes irá bem! Todavia, se vocês desobedecerem ao Senhor e se rebelarem contra o seu mandamento, sua mão se oporá a vocês da mesma forma como se opôs aos seus antepassados.” (1 Samuel 12:14,15)

“Da mesma forma” como fez com os antepassados, como faz com os presentes e como certamente fará com os futuros... afinal, bem verdade é que “A mão bondosa de nosso Deus está sobre TODOS os que o buscam, mas o seu poder e a sua ira são contra TODOS os que o abandonam". (Esdras 8:22) 


Espero que estejamos todos inclusos na categoria dos que “O buscam” e desfrutemos do acolhimento da bondosa mão do nosso Deus! Mas se por alguma razão você estiver entre os que “O abandonam”, arrependa-se enquanto é tempo de escapar da ira de Deus e se cobrir seguro debaixo da superabundante graça do nosso Pai Celestial! De fato, eu e você somos o Top 10 desta lista e de maneira nenhuma escapamos da bondade e da severidade de Deus!


Compartilhei minha 50ª semana de 2022


Marina M. Kumruian

sábado, 3 de dezembro de 2022

49/52 – NINGUÉM ESCAPA I

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”


49/52 – NINGUÉM ESCAPA I


Uauu!! Já entramos no último mês do ano! O bom é que este Dezembro está abonado com 5 sábados! Vamos então potencializá-los ao máximo! Aliás, é um bom momento para uma recapitulação! Foi o que eu fiz enquanto pensava o que escrever nesta semana... e revendo cada personagem aqui abordado em cada situação aqui exemplificada, percebi justamente isso: Ninguém escapa da bondade e da severidade de Deus! E para reforçar esta afirmação, nada melhor do que um Provérbio: “Os olhos do Senhor estão em toda parte, observando atentamente os maus e os bons.” (15:3) E para que Ele observa? Como tantas vezes já respondemos aqui: para retribuir a cada um segundo as suas obras! E aí eu comecei a observar que isso já começou muito antes ainda da nossa civilização! Sabem quem foram os primeiros que não consideraram a bondade e a severidade de Deus? Vamos lá conferir essa lista:


1º) OS ANJOS 

“Pois Deus não poupou nem os anjos que pecaram, mas os lançou no inferno...” (2 Pedro 2:4) Começou já pelo alto escalão, onde ninguém sequer poderia imaginar (no céu!) com quem ninguém sequer poderia suspeitar (os anjos!).


2º) OS PRIMEIROS ADÃO E EVA

Estes já foram bem analisados em nossas primeiras semanas deste ano! Também, jamais poderíamos conceber que os “inocentes” seriam os maiores culpados e os moradores da “perfeição” seriam expulsos e contaminados pelo pecado!


3º) OS PATRIARCAS

Na sequência vieram os patriarcas, e vemos por toda a história de Abrão, Isaque, Jacó, até José e seus irmãos o quanto Deus foi bondoso e misericordioso com eles! Mas nem por isso deixou de ser também severamente justo quando necessário! Uma amostra bem drástica foi a de Gênesis 38 onde conta que “Judá escolheu uma mulher (...), para seu filho mais velho. Mas o Senhor reprovou a conduta perversa de Er,(...) e por isso o matou. Então Judá disse a Onã: ‘Case-se com a mulher do seu irmão, cumpra as suas obrigações de cunhado para com ela e dê uma descendência a seu irmão’.  (...) O Senhor reprovou o que ele (Onã) fazia, e por isso o matou também.” (vs. 6-10) Simples assim! Podiam ter um Final Feliz, mas...


4º) HEBREUS

Depois dos patriarcas, vem a história dos Hebreus saindo do Egito sob a liderança de Moisés, e no caminho do deserto uma ocorrência fatídica também demonstrou a bondade e a severidade do Senhor: “Vocês viram com os próprios olhos o que o Senhor fez em Baal-Peor. O Senhor, o seu Deus, destruiu do meio de vocês todos os que seguiram a Baal-Peor, mas vocês, que permaneceram fiéis ao Senhor, o Deus de vocês, estão hoje todos vivos.” (Deuteronômio 4:3,4)


5º) JUÍZES

Josué foi o sucessor de Moisés, e a partir dele sucederam vários juízes, mas veja o que ele disse antes de partir: "Agora estou prestes a ir pelo caminho de toda a terra. Vocês sabem, lá no fundo do coração e da alma, que nenhuma das boas promessas que o Senhor, o seu Deus, lhes fez deixou de cumprir-se. Todas se cumpriram; nenhuma delas falhou.

Mas, assim como cada uma das boas promessas do Senhor, do seu Deus, se cumpriu, também o Senhor fará cumprir-se em vocês todo o mal com que os ameaçou, até eliminá-los desta boa terra que lhes deu. Se vocês violarem a aliança que o Senhor, o seu Deus, lhes ordenou, e passarem a cultuar outros deuses..., a ira do Senhor se acenderá contra vocês, e vocês logo desaparecerão da boa terra que ele lhes deu". (Josué 23:14-16) Ou seja, a permanência na terra prometida dependia da fidelidade do povo à Aliança! Infelizmente sabemos que só uma minoria entrou!


6º) REIS

Seguiram-se o período dos reis! E uma das declarações mais emblemáticas do Senhor para Salomão que engloba toda a monarquia seria esta: “E se você andar segundo a minha vontade, com integridade de coração e com retidão, como fez o seu pai Davi, se fizer tudo o que eu lhe ordeno, obedecendo aos meus decretos e às minhas ordenanças, firmarei para sempre sobre Israel o seu trono, conforme prometi a Davi, seu pai, quando lhe disse: Você nunca deixará de ter um descendente para governar Israel. Mas, se vocês ou seus filhos se afastarem de mim e não obedecerem aos mandamentos e aos decretos que lhes dei, e prestarem culto a outros deuses e adorá-los, desarraigarei Israel da terra que lhes dei, e lançarei para longe da minha presença este templo que consagrei ao meu nome. Israel se tornará então motivo de zombaria entre todos os povos.” (1 Reis 9:4-7) Adiantamos já na História e infelizmente sabemos que Israel foi levado cativo ficando apenas um remanescente!


E a lista não acaba aí... prometo continuar na semana que vem, quem sabe os últimos da lista não seremos nós mesmos? 


Compartilhei minha 49ª semana de 2022


Marina M. Kumruian

sábado, 26 de novembro de 2022

48/52 – JUSTO X ÍMPIO

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”


48/52 – JUSTO X ÍMPIO


Por esta semana comecei a estudar novamente o livro de Provérbios! Para quem conhece, sabe que a maioria deles consiste em dois versos que quase sempre apresentam uma contraposição, especialmente para retratar a comparação do justo e do ímpio (palavras que aparecem, mais ou menos, umas 80 vezes nos seus 31 capítulos). Analisemos alguns exemplos:


“A sabedoria o livrará do caminho dos MAUS, dos homens de palavras PERVERSAS, que abandonam as veredas RETAS para andar por caminhos de TREVAS (...) A sabedoria o fará andar nos caminhos dos homens de BEM e a manter-se nas veredas dos JUSTOS. Pois os JUSTOS habitarão na terra, e os ÍNTEGROS nela permanecerão; mas os ÍMPIOS serão eliminados da terra, e dela os INFIÉIS serão arrancados.” (2:12,13,20-22 ) Até me lembrou das palavrinhas da semana passada: “arrancar, despedaçar, arruinar e destruir; edificar e plantar.” Por toda a História da Civilização, este continua sendo o mesmo devido tratamento de Deus para com cada um.


E estas agora me lembram o B.O. no exemplo da semana retrasada: “O Senhor está longe dos ímpios, mas ouve a oração dos justos.” (Provérbios 15:29) E se fôssemos assim, puxando o fio da meada, semana após semana, perceberíamos que todas estariam entrelaçadas e ligadas pelo mesmo nó da Bondade de Deus para com os justos arrependidos e da Severidade de Deus para com os ímpios endurecidos. Sim, porque até mesmo o “justo” pode errar, tropeçar e cair, como muito se lê também em Provérbios, mas a diferença está na reação de um que se corrige e do outro que se rebela. Veja isso: “Se os justos recebem a punição que merecem na terra, quanto mais o ímpio e o pecador!” (Provérbios 11:31) Na verdade, ninguém escapa da consequência dos seus atos, a diferença está em que uns tiram proveito e lição dela para se corrigirem outros não, como Salomão bem aconselha: “Não repreenda o escarnecedor, caso contrário ele o odiará; repreenda o sábio, e ele o amará.” (9:8) 


E assim como o ímpio e o justo tem reações diferentes para com as ações de Deus... igualmente Deus também tem reações distintas diante das ações de cada um. O exemplo a seguir ainda é muito mais enfático quanto à isso, observe bem: “...pois o Senhor detesta o perverso, mas o justo é seu grande amigo. A maldição do Senhor está sobre a casa dos ímpios, mas ele abençoa o lar dos justos. Ele zomba dos zombadores, mas concede graça aos humildes. A honra é herança dos sábios, mas o Senhor expõe os tolos ao ridículo.” (3:32-35)


Talvez eu pareça repetitiva, me perdoe, mas enquanto vivermos em uma era e em um mundo de pessoas que insistem em persistir no pecado, na impiedade, na injustiça, na tolice, na zombaria, na perversidade, na maldade (citando apenas os apresentados nesta reflexão) sem falar em tantos outros desvios de conduta, não teremos como desconsiderar a severidade de Deus e não temer ao Senhor! Porque o caráter justo e santo do nosso Deus não suporta, não tolera tais comportamentos sem arrependimento! 


Penso eu que em outros tempos... (algo como na eternidade!) e em outros mundos (tipo no céu!) poderemos folgar em nossa definitiva e plena, total e irrestrita, justiça, bondade, sabedoria, retidão, integridade e fidelidade de tal forma que, regenerados e redimidos por completo, viveremos despreocupados quanto à severidade de Deus, porque ela já não será mais provocada. Só lá e só naquele tempo poderemos considerar apenas a bondade e a benignidade do nosso Deus! Creio eu que todo o ardor da sua ira já vai ter sido despejado até a última gota da Sua taça em uma punição irreversível para todos aqueles que escolheram terminantemente a impiedade sem volta porque se voltaram para o caminho das trevas e não para as veredas da luz.


Para finalizar, deixo estas últimas palavras para nossa meditação e alerta: “O Senhor detesta o caminho dos ímpios, mas ama quem busca a justiça. Há uma severa lição para quem abandona o seu caminho; quem despreza a repreensão morrerá.” (15:9,10) Amemos a justiça e aceitemos a repreensão para que esta severa lição não nos leve a morte, mas à vida, porque “a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” (4:18) 

Ah... quanto suspiro por este “dia perfeito” no qual a severidade já será desnecessária e a bondade totalitária!!! 


Compartilhei minha 48ª semana de 2022


Marina M. Kumruian

sábado, 19 de novembro de 2022

47/52 – QUEDA E RESTAURAÇÃO

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”

47/52 – QUEDA E RESTAURAÇÃO


Terminei de reler o livro de Jeremias e o de Lamentações... e sei que não conseguiria esgotar nesta série tantas evidências da Bondade e da Severidade de Deus tão nitidamente apresentadas em suas páginas. Aliás, o ano já está se findando (6 semanas! Acredita?) e eu nem recorri às referências dos meus apontamentos lá do passado quando comecei a pesquisar este tema! O que ocorreu foi que, ao longo das minhas leituras diárias devocionais, fui encontrando outras referências... e mais outras... e tantas outras que as anotações de Gênesis a Apocalipse não caberiam em apenas 52 semanas. Continuo e continuarei fascinada por considerar a bondade e a severidade de Deus pelo resto dos meus anos...


Mas voltando em Jeremias, desde o 1º capítulo ele já revela o que se desenrolaria até seu desfecho: “Veja! Eu hoje dou a você autoridade sobre nações e reinos, para arrancar, despedaçar, arruinar e destruir; para edificar e para plantar.” (Jeremias 1:10) Estas mesmas palavras se repetem por mais de 10 vezes no decorrer dos capítulos. Nelas podemos constatar os dois primeiros pares de verbos negativos que ressaltam a severidade de Deus (arrancar e despedaçar, arruinar e destruir) indicando a “queda”. Mas também podemos notar que o último par é positivo (edificar e plantar) ressaltando a bondade de Deus na “restauração”! Observe que “arrancar” é antônimo de “plantar”; e “despedaçar, arruinar e destruir” são antônimos de "edificar" (nota da NVI). Eu queria muito que você lesse 11:17; 12:14-17; 13:14; 18:7-12; 24:4-10; 31:28; 45:4. Na verdade, queria que todos lessem o livro inteiro com o olhar na perspectiva do que estamos vivenciando hoje em nosso país. Leia pelo menos os capítulos 42 e 43, eles também complementam a reflexão da semana passada (B.O.).


E quando cheguei em Lamentações, dei de cara com esta pérola: “Não é da boca do Altíssimo que vêm tanto as desgraças como as bênçãos? Como pode um homem reclamar quando é punido por seus pecados? Examinemos e submetamos à prova os nossos caminhos, e depois voltemos ao Senhor.” (Lamentações 3:38-40) Um resumo de tudo o que já vimos!


E daí associamos ainda a Jeremias 51:56 = “Pois o Senhor é um Deus de retribuição; ele retribuirá plenamente.” Ele retribuiu com bênção ao etíope que tirou Jeremias da cisterna (39) e ao seu fiel secretário Baruque (45)... Entretanto, a partir do capítulo 46 tem início os oráculos de “retribuições com maldições às nações”, começando pelo Egito e terminando com a Babilônia: “É hora da vingança do Senhor; ele (Deus) pagará a ela o que ela merece. (...) chegou o seu fim, a hora de você ser eliminado.” (Jeremias 50:27,31; 51:6,13) Egito, Moabe e Edom... todos tem sua “hora de serem castigados” (46:21; 48:44; 49:8) Cada um teve seu tempo de glória e sua hora de queda. Alguns, inclusive, alcançaram também no futuro a promessa de um dia da restauração! Veja: “Trarei a desgraça sobre eles, a minha ira ardente", declara o Senhor (...) “Contudo restaurarei a sorte de Elão em dias vindouros.” (Jeremias 49:37,39) O mesmo Ele diz de Amom (49:6) e de Moabe (48:47) e até do Egito (46:26), já para os filisteus, Edom e Babilônia, não há esta esperança!


Agora, os versos que me comoveram foram estes: “‘Naqueles dias e naquela época’, declara o Senhor, ‘o povo de Israel e o povo de Judá virão juntos, chorando e buscando o Senhor seu Deus. Perguntarão pelo caminho para Sião e voltarão o rosto na direção dela. Virão e se apegarão ao Senhor numa aliança permanente que não será esquecida. Naqueles dias, naquela época’, declara o Senhor, ‘se procurará pela iniquidade de Israel, mas nada será achado, pelos pecados de Judá, mas nenhum será encontrado, pois perdoarei o remanescente que eu poupar’.” (Jeremias 50:4,5,20)


Os profetas compreendiam que o exílio era um agente do castigo divino devido à violação da aliança por parte de um povo obstinado, rebelde e desobediente, ainda que insistentemente advertido a que se arrependesse e se corrigisse. E por mais que suas páginas estejam saturadas do furor da ira de Deus, ainda assim eles reconhecem e consideram a Sua infinita bondade e misericórdia por meio de um tratamento justo e equilibrado. Confira as palavras do Senhor: “Não tema, meu servo Jacó! Eu estou com você. Destruirei completamente todas as nações entre as quais eu o dispersei; mas a você, não destruirei completamente. Eu o disciplinarei, como você merece; não serei severo demais.” (Jeremias 46:2)


E não é desta mesma forma que o Papai do céu tem nos tratado? Se permanecemos plantados e edificados NELE, muito bem! Mas se nos desviamos da Sua vontade, a disciplina nos arranca, despedaça, arruína e destrói até aprendermos e voltarmos arrependidos e restaurados novamente! Já pensou o que seria de nós sem a bondade e sem a severidade do Papai?


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Marina M. Kumruian

sábado, 12 de novembro de 2022

46/52 – BÍBLIA & ORAÇÃO (B.O.)

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”

46/52 – BÍBLIA & ORAÇÃO (B.O.)


Se há duas coisas essenciais que todo bom cristão tem a fazer é orar e buscar orientação na Palavra de Deus. Ou seja, é falar com Deus (oração) e ouvir o que Ele tem para falar (Bíblia). No entanto, podemos aqui quebrar outro mito de que Deus sempre recebe nossas orações e de que sempre a Sua Palavra está a nosso favor. Isto é considerar apenas a bondade de Deus! Mas, já aprendemos que também devemos considerar a severidade de Deus em momentos em que ele, surpreendentemente, nos adverte: “Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração, nem me supliques, porque eu não te ouvirei. Porventura não vês tu o que andam fazendo nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém?” (Jeremias 7:16,17) Já experimentou isso alguma vez? Deus não querendo nem ouvir a sua oração! Ora, ora... isso aconteceu porque eles também não quiseram ouvir a Palavra do Senhor! Ele próprio refresca lhes a memória:

“Dei-lhes esta ordem: ‘Obedeçam-me, e eu serei o seu Deus e vocês serão o meu povo. Vocês andarão em todo o caminho que eu lhes ordenar, para que tudo lhes vá bem.’ Mas eles não me ouviram nem me deram atenção. Antes, seguiram o raciocínio rebelde dos seus corações maus. Andaram para trás e não para a frente. Desde a época em que os seus antepassados saíram do Egito até o dia de hoje, eu lhes enviei os meus servos, os profetas, dia após dia. Mas eles não me ouviram nem me deram atenção. Antes tornaram-se obstinados e foram piores do que os antepassados deles. Quando você lhes disser tudo isso, eles não o escutarão; quando você os chamar, não responderão. Portanto, diga a eles: ‘Esta é uma nação que não obedeceu ao Senhor, ao seu Deus, nem aceitou a correção. A verdade foi destruída e desapareceu dos seus lábios’.” (7:23-28) Não lhe parece justo? Não lhe parece familiar? Como o Senhor poderia ouvir quem não lhe dá ouvidos? Como poderíamos falar para Deus em favor de quem não quer que Deus fale com ele? Quantas vezes isso se repetiu desde a época do Egito. Quase que também Deus não queria ouvir a intercessão de Moisés no deserto, mas ouviu! Contudo, nesta situação às portas do exílio, Deus diz “Ainda que Moisés e Samuel intercedessem diante de mim, Eu não mostraria favor a este povo. Manda-os embora da minha presença! Que eles saiam!” (15:1) Para o Papai falar desse jeito... é que a coisa estava muito feia para o lado dos filhinhos! Até a paciência de Deus tem limites!


Entretanto, o contrário é igualmente justo e verdadeiro. Deus ouve as orações de quem atende à Sua Palavra! E Deus fala com aquele que fala com Ele! Mas, por incrível que pareça, muitos até pedem oração considerando esta bondade de Deus, porém não aceitam a resposta severa do Pai. É o que aconteceu com o rei Zedequias que pedia “Ore ao Senhor, ao nosso Deus, em nosso favor.” (37:3) Mas ele mesmo não orava! Ele perguntava: “Há alguma palavra da parte do Senhor?” (37:17) Mas ele mesmo não acreditou nas respostas às orações e não obedeceu à instrução do profeta de acordo com a Palavra que o Senhor deu. E sabia que está cheio de gente assim? Só aceita a resposta de Deus que lhe agrada e só obedece a Palavra do Senhor que lhe convém! Não lhe parece injusto? Não lhe parece familiar? Devemos considerar tanto a bondade de Deus em resposta a nossa obediência, quanto a severidade de Deus em resposta à nossa negligência! 


Josias foi um outro rei que, ao ouvir as Palavras do Livro da Lei encontrado no templo, se humilhou e orou ao Senhor que lhe respondeu favoravelmente dizendo: “Já que o seu coração se abriu e você se humilhou diante do Senhor, AO OUVIR O QUE FALEI contra este lugar e contra seus habitantes, que seriam arrasados e amaldiçoados, e porque você rasgou as vestes e chorou na minha presença, EU O OUVI, declara o Senhor. Portanto, eu o reunirei aos seus antepassados, e você será sepultado em paz. Seus olhos não verão toda a desgraça que eu vou trazer sobre este lugar.” (2 Reis 22:19,20) Ele ouviu a Palavra e o Senhor ouviu a sua oração! Muito diferente do seu sucessor Jeoaquim que, ao invés de rasgar as suas vestes, rasgou e queimou o rolo do profeta após tomar conhecimento da Palavra de Deus nele escrita. Jeremias esperava que, após ouvirem a Palavra de Deus “Talvez a súplica deles chegue diante do Senhor, e cada um se converta de sua má conduta, pois é grande o furor anunciado pelo Senhor contra este povo.” (36:7) Mas, “o rei e todos os seus conselheiros que ouviram todas aquelas palavras não ficaram alarmados nem rasgaram as suas roupas, lamentando-se.” (36:24) Ou seja, em contraste com Josias, e a semelhança de Zedequias, Jeoaquim nem ouviu a Deus e nem falou com Deus! Consequentemente, também não foi ouvido e morreu sem poder falar mais nada no cativeiro babilônico. Pode não parecer bom... mas foi justo! Pode parecer severo... mas foi necessário! “Em dias vindouros vocês compreenderão isso.” (Jeremias 30:24) Estamos compreendendo com a história se repetindo hoje e “em dias vindouros”.


Creio que ainda podemos orar por nossa nação e pedir que nossos “reis” obedeçam a Palavra do Senhor! Ele nos ouvirá quando O ouvirmos! Ele falará conosco quando falarmos com Ele! Brasil, não negligencie o poder da Oração e da Palavra de Deus!


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Marina M. Kumruian

sábado, 5 de novembro de 2022

45/52 – DOIS CESTOS DE FIGOS

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”


45/52 – DOIS CESTOS DE FIGOS


Semana passada apresentei dois reis, um bom e um ruim, associando aos dois presidentes que estavam em disputa! Hoje, continuando com o profeta Jeremias, apresentarei dois cestos de frutos, associando “fruto” aos resultados bons e ruins anunciados por um profeta bom em contradição ao previsto por um profeta ruim! Eis a parábola transcrita a seguir:

“E o Senhor mostrou-me dois cestos de figos (...) Um cesto continha figos muito bons (...); os figos do outro cesto eram ruins e intragáveis. Então o Senhor me perguntou: ‘O que você vê, Jeremias?’ Eu respondi: ‘Figos. Os bons são muitos bons, mas os ruins são intragáveis.’ Então o Senhor me disse: ‘Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Considero como esses figos bons os exilados de Judá, os quais expulsei deste lugar para a terra dos babilônios, a fim de fazer-lhes bem. Olharei favoravelmente para eles, e não os trarei de volta a esta terra. Eu os edificarei e não os derrubarei; eu os plantarei e não os arrancarei. Eu lhes darei coração capaz de conhecer-me e de saber que eu sou o Senhor. Serão o meu povo, e eu serei o seu Deus, pois eles se voltarão para mim de todo o coração. Mas como se faz com os figos ruins e intragáveis, assim lidarei com Zedequias, rei de Judá, e com os sobreviventes de Jerusalém, (...) Eu os tornarei objeto de terror e de desgraça (...) Para onde quer que eu os expulsar, serão uma afronta e servirão de exemplo, ridículo e maldição. Enviarei contra eles a guerra, a fome e a peste até que sejam eliminados da terra que dei a eles e aos seus antepassados’.” (Jeremias 24) Você é um figo bom ou ruim?


Estamos vivendo um período, especialmente em nosso país, em que temos sido desafiados a também responder a mesma pergunta do Senhor: "O que você vê, Marina?" E diante de um cenário onde 50,90% vê uma coisa e 49,10% vê outra... podemos concluir o quanto estamos carecendo de discernimento para dar uma resposta tão cheia de firmeza, clareza e certeza como deu Jeremias ao identificar e classificar os frutos em: figos bons e figos ruins (intragáveis)! Obviamente o esperado seria mesmo 100% de aprovação e aceitação dos figos bons e 100% de reprovação e rejeição dos ruins! O que você vê?


Então se levantam também os profetas... os bons e os ruins... e neste trecho identifiquei pelo menos 3 deles! 

1º) JEREMIAS (cap.25): o verdadeiro profeta que prevê o mal. 

2º) HANANIAS (cap.28): o falso profeta que prevê o bem. 

3º) SEMAÍAS: o profeta mentiroso que pregou rebelião contra o Senhor (29:32).

 Que confusão na cabeça do povo! Quem não prefere ouvir previsões de paz e prosperidade prometidas por um Deus de amor e bondade para com o povo da Aliança? Só que “eles estão profetizando mentiras em meu nome. Eu não os enviei”, declara o Senhor. (29:9) Ah quanto carecemos de discernimento para não dar ouvidos a tantas vozes enganadoras pronunciando paz, paz, quando é tempo de guerra e juízo! Ainda que doa os ouvidos... ainda que fira os corações, tenhamos a sobriedade por acolher a voz verdadeira do juízo a nos deixar iludir pelas promessas mentirosas da prosperidade. Você é um profeta verdadeiro ou falso? Você tem escutado fake ou real?


E ainda que nós não saibamos diferenciar o bom do ruim, Deus sabe! Ele considera a bondade e a ruindade dos homens e os trata segundo as suas obras, segundo o coração de cada um, porque só Ele tem o poder de ver além das aparências. Observe que ele levou os figos bons também para o exílio, mas para estes foi para “fazer-lhes bem”! Sim, é possível o mesmo Deus agir favoravelmente para com os bons e desgraçadamente para com os maus dentro de um mesmo cativeiro! Isso pode acontecer em nossos dias, como aconteceu nestes dias de Zedequias, ou antes ainda, na época de Roboão quando eles conheceram “a diferença da minha servidão e da servidão dos reinos da terra.” (confira o texto completo, por favor, em 2 Crônicas 12:5-8). Ou mais anteriormente ainda, no tempo de Moisés, quando os hebreus constataram que “o Senhor fez diferença entre os egípcios e os israelitas.”  (vá para Êxodo 11:6,7 e certifique-se de como isso aconteceu na íntegra). Você quer viver o bem ou o mal?


E para concluir, embora ainda teria muito o que dizer sobre essas diferenças, deixo aqui mais uma base bíblica que evidencia muito claramente que Deus não faz acepção de pessoas, é verdade, mas tanto igualmente é falsa a ideia de que Ele aplica tratamento igual para os bons e para os ruins. Isso é mentira! Deus é justo e distingue com justiça a conduta de cada um! Veja:


 “Vocês dizem: ‘É inútil servir a Deus. O que ganhamos quando obedecemos aos seus preceitos e andamos lamentando diante do Senhor dos Exércitos? Por isso, agora consideramos felizes os arrogantes, pois tanto prospera o que pratica o mal como escapam ilesos os que desafiam a Deus!’ Depois aqueles que temiam ao Senhor conversaram uns com os outros, e o Senhor os ouviu com atenção. Foi escrito um livro como memorial na sua presença acerca dos que temiam ao Senhor e honravam o seu nome. ‘No dia em que eu agir’, diz o Senhor dos Exércitos, ‘eles serão o meu tesouro pessoal. Eu terei compaixão deles como um pai tem compaixão do filho que lhe obedece. Então vocês verão novamente a diferença entre o justo e o ímpio, entre os que servem a Deus e os que não o servem’.” (Malaquias 3:14-18) Suas conversas tem sido boas ou más? Ele tá ouvindo, hein!


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Marina M. Kumruian

sábado, 29 de outubro de 2022

44/52 – EZEQUIAS OU ZEDEQUIAS

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”


44/52 – EZEQUIAS OU ZEDEQUIAS


Estamos na iminência de eleger o governante dos próximos 4 anos em nosso país! Entre os 2 candidatos, são gritantes as diferenças que caracterizam suas condutas, tanto quanto estes outros 2 governantes que agora gostaria de apresentar.


Estava dando continuidade à minha leitura de Jeremias quando me chamou a atenção o seguinte texto: “Eu mesmo lutarei contra vocês com mão poderosa e braço forte, com IRA, FUROR e grande INDIGNAÇÃO.” (Jeremias 21:5) Embora eu já tenha compartilhado aqui sobre o Senhor não ser sempre “à favor”, mas algumas vezes também se colocar “contra”, o que estranhei foi uma expressão tão mais reconhecidamente usada para o bem de Israel, estar aqui aplicada para o mal. O pano de fundo desta passagem é quando o último rei de Judá, Zedequias, vendo-se ameaçado por Nabucodonosor, rei da Babilônia, planeja um ataque militar e consulta ao Senhor, por meio do profeta Jeremias, na expectativa de que “talvez o Senhor faça por nós uma de suas maravilhas e, assim, ele se retire de nós". (v:2) Acredito que ele estava trazendo à sua memória cenas como aquelas em que o Senhor tirou “o teu povo do Egito com sinais e maravilhas, com mão poderosa e braço estendido, causando grande pavor.” (Jeremias 32:21) 


Sim, realmente, muitas vezes o Senhor dos Exércitos pelejou a favor de Israel! Ezequias, o outro rei que também está em análise aqui, que o diga! Ele ouviu e viu se cumprirem as palavras confortadoras do Deus vivo em sua defesa: “Eu defenderei esta cidade e a salvarei, por amor de mim e por amor de Davi, meu servo!” Então o anjo do Senhor saiu e matou cento e oitenta e cinco mil homens no acampamento assírio. Quando o povo se levantou na manhã seguinte, só havia cadáveres! Assim Senaqueribe, rei da Assíria, fugiu do acampamento, voltou para Nínive e lá ficou.” (Isaías 37:35-37)


O mesmo Deus de bondade que trouxe vitória e livramento para o rei Ezequias, é o mesmo Deus que severamente trouxe o juízo e o exílio para o rei Zedequias, ambos governantes da mesma nação, do mesmo povo escolhido de Deus, porém em circunstancias bem diferentes! Muito oportuno mencionar nesta semana que também comemoramos a Reforma Protestante, que Ezequias também foi um reformador significativo para o Reino do Sul. “A reforma religiosa empreendida por ele foi das mais importantes, porque, não só atendeu às necessidades espirituais do povo, mas também atendeu às expectativas de Deus. E porque foi feita do modo certo, pode servir de modelo para qualquer tipo de reforma que se pretenda fazer na igreja, nos dias atuais.” Se você deseja conhecer mais sobre esta reforma, acesse o estudo no site:

https://www.pcamaral.com.br/2010/08/o-reinado-da-reforma-serie-monarquia-10.html


Outra menção interessante que encontrei neste capítulo 21 de Jeremias foi também duas tríades antagônicas provindas do mesmo Deus. Observe nesta declaração divina as palavras maiúsculas: “Depois disso, entregarei Zedequias, rei de Judá, seus conselheiros e o povo desta cidade que sobreviver, à PESTE, à ESPADA e à FOME, e nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia. Ele os matará à espada sem PIEDADE nem MISERICÓRDIA; não terá deles nenhuma COMPAIXÃO.” (v:7) 

Considere a severidade de Deus por meio da peste, da espada e da fome! Maldições pela violação da Aliança de Deus (conforme Levíticos 26:25,26) e repetida por 15 vezes no livro de Jeremias! São instrumentos do juízo de Deus movidos por outra tríade explicita no verso 5 que iniciamos esta reflexão, releia lá e veja a ênfase na IRA, FUROR E INDIGNAÇÃO!


Em contraste com estas tríades severas, encontramos ainda a ausência da tríade bondosa quando ele diz “sem PIEDADE nem MISERICÓRDIA e nenhuma COMPAIXÃO”. No entanto, ainda neste mesmo capítulo, o Senhor novamente apela para o povo: “Ponho diante de vocês o caminho da vida e o caminho da morte.” (v:8) E novamente o povo escolheu pela morte, pela maldição! Por isso ele sentencia: “Decidi fazer o mal e não o bem a esta cidade, diz o Senhor” (v:10) e ainda explica: “por causa do mal que vocês têm feito...Eu estou contra você, Jerusalém! (...) Eu os castigarei de acordo com as suas obras, diz o Senhor.” (vs:12,13,14) Ainda dá tempo de escolher um Presidente Reformador que agradará nosso Rei!


Querido Brasil, queridos brasileiros e brasileiras, vamos escolher o caminho da vida! Vamos andar nas boas obras que de antemão Deus já preparou para que andássemos nelas! Vamos, “Administrem a justiça e o direito: livrem o explorado das mãos do opressor. (...) Porque, se vocês tiverem o cuidado de cumprir essas ordens, então os reis que se assentarem no trono de Davi entrarão pelas portas deste palácio em carruagens e cavalos, em companhia de seus conselheiros e de seu povo. Mas se vocês desobedecerem a essas ordens, declara o Senhor, juro por mim mesmo que este palácio ficará deserto". (Jeremias 22:3-5) Acorda Brasil! Que o Senhor tenha PIEDADE, MISERICÓRDIA e muita COMPAIXÃO de nós!


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Marina M. Kumruian

sábado, 22 de outubro de 2022

43/52 – CÉU E INFERNO

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”


43/52 – CÉU E INFERNO


“No princípio Deus criou os céus e a terra.” (Gênesis 1:1) Você não leu “No princípio Deus criou os céus e o inferno!” Porque Deus criou os céus para Ele habitar com os Seus anjos e a terra para ser a nossa habitação! Estes eram os únicos dois polos originais! Porém, com a rebelião de um Anjo de Luz, conhecido pelo nome de Lúcifer, em pleno céu, se fez necessário criar um outro polo ainda mais inferior: o inferno, “preparado para o Diabo e os seus anjos.” (Mateus 25:41)


E foi assim que nós ficamos bem no meio deste céu divino e deste inferno diabólico! Como já vimos nas primeiras semanas, Deus visitava o jardim para ter comunhão com sua criatura, abençoando e instruindo o homem a viver e desfrutar de toda a plenitude perfeita que Ele havia criado! Entretanto, da mesma forma, o diabo também visitava a terra para, justamente, romper esta comunhão da criatura com o Criador, o que ele também havia perdido! E sem voltar a repetir os detalhes já abordados no passado, infelizmente, o ser-humano abriu a brecha para o satanás infernizar a terra e fechou a porta para o celestial continuar divinizando a humanidade. Assim, o destino celestial que Deus, no princípio, traçou para o homem que O seguia, agora passava a tomar outro rumo destinado àquele a quem o homem escolheu seguir! Obviamente, seguindo o mal, seu destino é o mesmo do Maligno: sua morada, o inferno!


“Pois Deus não poupou os anjos que pecaram, mas os lançou no inferno, prendendo-os em abismos tenebrosos a fim de serem reservados para o juízo. Ele não poupou o mundo antigo quando trouxe o dilúvio sobre aquele povo ímpio, mas preservou Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas. Também condenou as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinzas, tornando-as exemplo do que acontecerá aos ímpios; mas livrou Ló, homem justo, que se afligia com o procedimento libertino dos que não tinham princípios morais (pois, vivendo entre eles, todos os dias aquele justo se atormentava em sua alma justa por causa das maldades que via e ouvia). Vemos, portanto, que o Senhor sabe livrar os piedosos da provação e manter em castigo os ímpios para o dia do juízo.” (2 Pedro 2:4-9)


Passagens como esta desmentem aqueles que insistem em duvidar da existência de céu e do inferno! Tanto existem que o próprio Jesus falou mais do inferno do que do céu. E não vem também com aquele argumento furado dizendo que Deus, na sua infinita bondade, jamais mandaria alguém para o inferno! Com a explicação acima, já ficou evidente que não é Deus quem manda alguém para lá, é cada um que escolhe a quem vai seguir! De acordo com a decisão, você vai pegar o caminho que leva para as mansões celestiais das moradas de Deus ou o caminho que acaba em um beco sem saída onde se localiza os “quintos dos infernos”, barraco de satanás!


Alguém deu uma explicação muito coerente sobre isso: “O inferno, em última análise, não é algo que Deus tenha acrescentado ao destino dos incrédulos, mas sim a consequência natural das escolhas que eles têm feito. Há afinal somente duas espécies de pessoas: aquelas que dizem a Deus, faça-se a tua vontade, e aquelas a quem Deus diz, no final, faça-se a tua vontade. Todos os que irão para o inferno ali estarão porque escolheram contra a vontade e a misericórdia de Deus. Não pode haver um paraíso sem um inferno, não somente porque o evangelho fala de ambos, mas porque se não há um inferno todos os caminhos conduzem ao mesmo local. E se todos os caminhos conduzem ao mesmo local, não faz diferença qual caminho você toma, e bondade e maldade cessam de existir. A presença de um Deus justo num tal mundo seria inconcebível! O inferno faz uma diferença infinita. A altura da montanha é medida pela profundidade do vale. É o inferno que faz o paraíso. A grandeza da salvação é vista em oposição ao horror da condenação. É exatamente o inferno que tememos, que fala de um Deus moral, que rege num mundo moral onde bondade e maldade diferenciam-se, ambos em caráter e em consequência.” Concordei em 100%! Muito alinhado com a minha interpretação Bíblica!


Deus é tão bom em preparar moradas eternas para nós no céu, quanto é severo com “os covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os que praticam feitiçaria, os idólatras e todos os mentirosos - o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre.” (Apocalipse 21:8) O fato é que hoje vivemos juntos e misturados neste meio terreno habitado por justos e injustos, santos e impuros, bons e maus, entre joios e trigos, entre filhos de Deus e filhos do Diabo... mas perto está o dia em que haverá a separação, tornando impossível a coexistência local dos habitantes do céu com os do inferno! Eu já sei meu destino, e você?


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Marina M. Kumruian

sábado, 15 de outubro de 2022

42/52 – A SEVERIDADE DE UM BOM MESTRE

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”


42/52 – A SEVERIDADE DE UM BOM MESTRE


Em razão de estarmos hoje comemorando o Dia dos Professores, quero trazer um ensino muito bom mas também bastante severo! Antes, deixe-me fazer uma pergunta... Em suas memórias escolares, quais os professores que lhe vem à lembrança em termos de melhores resultados pedagógicos? Os bonzinhos que lhe garantiam boas notas ou os severos que lhe garantiram bons aprendizados? Digo que não só me lembro dos mais exigentes por me ensinarem mais e melhor, como por aprender com eles uma conduta profissional mais eficiente e séria! O proveito do sofrimento com os mais “carrascos” foi mais recompensador do que a “mamata” com os mais descontraídos. 


Jesus também é assim, um exemplo de Bom Mestre, porém devidamente exigente. Lembrei-me da passagem quando Jesus ia saindo e um homem rico e importante correu em sua direção, ajoelhou-se diante dele e perguntou: “Bom mestre, que farei para herdar a vida eterna?” Jesus respondeu: “Por que você me chama bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus. Você conhece os mandamentos? (...)” E ele declarou: “Mestre, a tudo isso tenho obedecido desde a minha adolescência.” Jesus olhou para ele e o amou. “Falta-lhe uma coisa”, disse ele. “Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me.” Diante disso ele ficou abatido e afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas. (...) Vendo a dificuldade de um rico entrar no Reino de Deus, os discípulos perplexos perguntavam uns aos outros: “Neste caso, quem pode ser salvo?” Jesus olhou para eles e respondeu: “Para o homem é impossível, mas para Deus não; todas as coisas são possíveis para Deus.” (Marcos 10:17-27)


Quantas lições extraímos desta história! Como este jovem, muitos de nós alimentamos as esperanças de encontrar no Senhor um “Mestre Bonzinho” que passe a mão nas nossas faltas, feche um olho, e nos dê passe livre para ficar dentro da média e não ser reprovados! Mas não foi assim com Jesus! Ele repassou a matéria (os mandamentos) com o jovem aprendiz e criteriosamente percebeu que faltavam alguns pontos para ficar acima da média, para ser perfeito! Olha o nível da nota de corte para “entrar no Reino de Deus”! Jesus não reprovou o “candidato”, antes, ofereceu uma segunda chamada de recuperação... quase que uma bolsa de 100% na Universidade Celestial se ele apenas aceitasse “pagar uma taxa mínima” e responder positivamente à uma questão que ele precisava ainda rever melhor o seu valor na contagem geral dos erros e acertos. “Mas, puxa vida, passaria raspando, faltou, mas faltou tão pouco!” Pois é, mas por meio ponto se perde um ano inteiro de curso dependendo do nível de instituição que você quer se graduar. “Mas o jovem ficou tão triste...” Duvido se Jesus não ficou ainda mais... Jesus o amou, mesmo sabendo que ele se afastaria do Eterno justamente porque estava muito apegado ao transitório! Jesus foi severo justamente porque queria que ele valorizasse a Sua bondade em lhe oferecer muito mais, em troca de muito menos. Mas o “homem importante” não deu importância ao que realmente importava! Faltou considerar a bondade e a severidade de Deus!


Outro exemplo que também traiu a bondade do Mestre foi Judas quando disse: “Salve, Mestre!”, retribuindo todos aqueles anos de discipulado com o beijo da traição! (confira em Mateus 26:49,50) Não considerou a bondade do seu Amigo, por isso experimentou o mais severo remorso! Mais um pobre homem que perdeu a chance de ser aprovado!


O Mestre que ensina bondosamente os princípios da fidelidade, humildade, generosidade..., não pode, por sua justiça e integridade, tolerar a ganancia, idolatria, avareza, traição, infidelidade! Era o que os mestres da lei esperavam de Jesus quando o experimentaram dizendo: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em ato de adultério. Na Lei, Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. E o senhor, que diz?” (João 8:4,5) A bondade de Jesus disse: “Eu também não a condeno.” Mas a severidade do Mestre acrescentou: “Agora vá e abandone sua vida de pecado.” (v:11)


Não se iluda, os falsos mestres se contentam em você apenas esquentar os bancos das “escolas” e comprar o Livro Didático. Para eles basta entregar o trabalho religioso em grupo e depositar a mensalidade. Porém, prefira considerar, sim, os verdadeiros mestres que ensinam o Evangelho Integral da Bondade na Salvação e da Severidade na Santificação, lembra desta matéria da “aula passada”? Que não sejamos achados em falta nem em uma e nem outra questão, pois elas são fundamentais no currículo básico do Mestre! 


Um Feliz Dia dos Professores que são capazes de deixar os alunos tristes na classe por serem severos, mas ao final provam que são bons deixando todos felizes no dia da prova!


Compartilhei minha 42ª semana de 2022


Marina M. Kumruian

sábado, 8 de outubro de 2022

41/52 – SÃOS E SALVOS

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”

41/52 – SÃOS E SALVOS


Um dia destes eu estava orando pela manhã em meu tempo devocional, quando o Senhor começou a me inspirar com 2 palavras: SALVAS & SANTAS! Em meus pensamentos essas palavrinhas começaram a “dançar” e transmitir muitos ensinamentos que, imediatamente, transferi para as telas do meu computador em apresentação de slides. Quando terminei, senti muito claramente que o Senhor pediu que eu pregasse esta palavra no culto deste último domingo na IBP-SBC... e agora desejo aqui compartilhar com vocês este ensinamento. A base Bíblica está nestes dois textos:


1º A VONTADE DE DEUS É A NOSSA SALVAÇÃO: “Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.” (1 Timóteo 2:3,4)


2º A VONTADE DE DEUS É A NOSSA SANTIFICAÇÃO: “A vontade de Deus é que vocês sejam santificados (...) Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade.” (1 Tessalonicenses 4:3 e 7)


Estas duas palavras: SALVAÇÃO & SANTIFICAÇÃO, estão diretamente relacionadas com as nossas duas palavras BONDADE & SEVERIDADE. Naturalmente, entendemos que foi pela manifestação da graça e misericórdia divina que fomos salvos! Ele usou de bondade para conosco e de severidade para com Satanás, nos arrancando de suas garras e nos transportando das trevas para a sua maravilhosa luz. Obviamente, entendemos também que foi pela manifestação da Sua justiça, santidade e perfeição que fomos separados e estamos sendo santificados! Desta forma, assim como éramos pecadores imundos a semelhança daquele que nos dominava na maldade (Satanás), agora “assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem.” (1 Pedro 1:15) 


O padrão de Deus é severamente exigente e excelente: Uma santidade perfeita tanto quanto uma perfeição santa! O próprio Senhor Jesus Cristo ordenou: “Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês.” (Mateus 5:48)


No entanto, muitos “salvos” se contentam apenas com o fato de terem sido libertos da condenação, como um criminoso que sai da prisão livre da sua pena, mas ao sair continua vivendo na marginalidade. Deus não nos libertou para uma vida de libertinagem, “Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado.” (Efésios 1:4-6)


O bom propósito da Sua vontade com a nossa redenção era nos fazer voltar novamente à Sua imagem e semelhança, ou seja, transformar o que foi deformado pelo pecado na nova fôrma de justiça e retidão que refletisse a Sua glória, como filhos semelhantes ao Pai, imitadores de Deus na Sua santidade e justiça, correspondendo com a nova natureza!


Costumo dizer que a SALVAÇÃO é um presente de Deus para todos, e a SANTIFICAÇÃO é um presente de alguns para Deus. Receber a Salvação é considerar a Sua bondade. Buscar a Santificação é considerar a Sua severidade! No processo da Salvação recebemos o amor de Deus. No processo de Santificação, Deus recebe o nosso amor!


Por isso “amados, visto que temos essas promessas, purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus.” (2 Coríntios 7:1) Sim, aperfeiçoando o que Ele já começou em nós! Nele fomos elevados a posição de “santos”, porém, Ele fez uma parte, inicial e principal, agora nós devemos nos submeter à nossa parte! A Bíblia diz: “Esforcem-se para (...) serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor.” (Hebreus 12:14)


A Palavra de Deus deixa claro que não deixamos as más obras para sermos salvos, não é pelo nosso esforço em sermos santos que seremos salvos, pelo contrário, é porque somos salvos que praticamos as boas obras e abandonamos as más, é somente porque fomos salvos que temos a possibilidade e as condições de nos santificar. Essa ordem tem a ordem certa.


Sendo assim, posso declarar que meu “alvo” é ser cada vez mais “alva”, porque esta é a vontade do meu bondoso Salvador que com amor me salvou e do meu santo Senhor que com perfeita severidade me santificou!


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Marina M. Kumruian

sábado, 1 de outubro de 2022

40/52 – DIAS BONS E DIAS RUINS

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”


40/52 – DIAS BONS E DIAS RUINS


No dia do meu aniversário, escolhi reler o Livro de Eclesiastes, uma vez que o seu conteúdo trata muito sobre o “sentido da vida”. E qual foi minha surpresa quando me deparei com quase as mesmas palavras que usei nos meus comentários da semana passada quando me referi às diferentes estações do ano... Pensando ainda mais um pouquinho sobre este tema, trago esta recomendação do Pensador e Pregador do livro da Bíblia que considero o mais polêmico e difícil de se entender, escrito pelo rei Salomão, mestre sábio da sua época:


“Considere o que Deus fez (...) Quando os dias forem bons, aproveite-os bem; mas, quando forem ruins, considere: Deus fez tanto um quanto o outro, para evitar que o homem descubra qualquer coisa sobre o seu futuro.” (Eclesiastes 7:13,14)


Para entender melhor, busquei ainda uma outra versão: “Desfrute a prosperidade enquanto pode, mas, quando chegarem os tempos difíceis, reconheça que ambos vêm de Deus; lembre-se de que nada é garantido nesta vida.” (NVT)


E então, prosseguindo no seu raciocínio, ele chega a esta sábia conclusão: “Tenho refletido sobre todas estas coisas para chegar à seguinte conclusão: os justos e os sábios, com os seus feitos, estão nas mãos de Deus; e, se é amor ou se é ódio que está à sua espera, isso ninguém sabe. Ninguém sabe o que vai acontecer.”  (Eclesiastes 9:1)


Também chego a mesma conclusão: por mais que tentemos nos esforçar para considerar a bondade e a severidade de Deus, não é sempre que saberemos exatamente como e o que Ele fará em nossas vidas! Bem que gostaríamos! Mas por razões justas que só Ele mesmo soberanamente determinou, bem podem vir dias bons para desfrutarmos da prosperidade... bem podem vir dias ruins para provarmos nosso coração e nossas ações! E quando levamos em consideração que tanto um como o outro procedem do mesmo Deus, em sua bondade e severidade, fica mais fácil de passar!


Aprendemos já um pouco sobre isso com a família de Jó na semana 20. E agora aprendemos com Salomão. Mas ainda podemos aprender com Paulo em declarações como esta: “Aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece.” (Filipenses 4:11-13) Olhando a trajetória da minha própria vida, acredito que também já posso fazer esta mesma afirmação, e ainda desejar que outros também estejam aprendendo comigo a viver a vida desta maneira: grata e feliz quer faça chuva, quer faça sol, quer nos dias de bondade divina, quer nos dias de severidade da disciplina... sei que posso, devo e quero isso!


Reconheço que Deus está me forjando, me ensinando a amadurecer e a suportar toda e qualquer situação, como diz uma canção que acabei de lembrar: “Deus está me ensinando a viver...Deus está me ensinando a sonhar...Deus está me preparando para ver...Todas as promessas que eu vou conquistar...Deus está me ensinando a obedecer...Deus está me ensinando a amar...E enquanto eu espero a minha bênção...Deus está me ensinando a adorar...” E se você conhece a continuação da letra, ou mesmo a realidade da vida, vai concordar que só com a bondade de dias favoráveis não somos tão fortalecidos e capacitados como conjuntamente na vivência de dias de dores e sofrimento. Deus faz tudo perfeito!


Sonho com o dia no qual também conseguirei fixar tanto meus olhos na plenitude da eternidade que, seja lá o que vier a acontecer ou deixar de acontecer, eu me deleitarei satisfeita e feliz simplesmente pelo fato de estar nas mãos do Pai, nos braços seguros e acolhedores do Deus Todo Poderoso, olhando serenamente para o Autor e Consumador da minha fé enquanto vou contando que “Quando somos amaldiçoados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, respondemos amavelmente...” (1 Coríntios 4:12,13) E que “de todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos.” (2 Coríntios 4:8,9) Ou seja, vivendo dias de primaveras floridas ou de cinzentos invernos, perseveraremos firmes e constantes, sempre abundantes na paz, na alegria, na fé, no amor, na esperança!


Mais do que desejar para você um “bom dia” ensolarado, eu te desejo um “você bom” em todos os dias da sua vida... faça chuva ou faça sol!


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Marina M. Kumruian

sábado, 24 de setembro de 2022

39/52 – PRIMAVERA

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”

39/52 – PRIMAVERA


Finalmente entramos na Primavera!!! O inverno severo, frio e sombrio passou... chegou uma nova estação mais bondosa e florida! Engraçado... até nisso podemos considerar a bondade e a severidade de Deus. Uma estação severa seguida de uma bondosa... uma fria, seguida de uma quente... e tanto uma como outra foi o mesmo Deus que fez, equilibrando até na meteorologia os diversos padrões climáticos para a natureza desfrutar do que cada uma tem de necessário para ela.


Pois é, dia 21 foi o Dia da Árvore... dia 22 iniciou a Primavera e... dia 25, amanhã, esta “arvorezinha” aqui que vos escreve completará mais uma primavera!! E viva o Criador que planejou todas estas coisas tão perfeitamente! Primavera produz flores... árvores produzem frutos... e cristãos produzem as obras de Cristo, e obras ainda maiores, como o Fruto do Espírito... como o bom perfume de Jesus... como a luz divina... como a bondade e severidade a semelhança do Pai.


E aproveitando o ensejo das datas comemorativas, vamos fazer um paralelo com a natureza e ver que a bondade e a severidade de Deus foram aplicadas até para com as árvores. Veja isso: “Todas as árvores do campo saberão que eu, o Senhor, faço cair a árvore alta e faço crescer bem alto a árvore baixa. Eu resseco a árvore verde e faço florescer a árvore seca. Eu o Senhor falei, e eu o farei.” (Ezequiel 17:24) E para não ficar de novo só no Deus de Ezequiel, o que dizer desta conduta do Jesus de Mateus: “Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela, mas nada encontrou, a não ser folhas. Então lhe disse: ‘Nunca mais dê frutos!’ Imediatamente a árvore secou.” (Mateus 21:19) Ambos muito severos! No entanto, conhecendo a sabedoria e justiça do Pai e do Filho, certamente Eles tiveram boas razões.


Isso me fez lembrar aquela parábola de um homem que “tinha uma figueira plantada em sua vinha. Foi procurar fruto nela, e não achou nenhum. Por isso disse ao que cuidava da vinha: ‘Já faz três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não acho. Corte-a! Por que deixá-la inutilizar a terra?’ Respondeu o homem: ‘Senhor, deixe-a por mais um ano, e eu cavarei ao redor dela e a adubarei. Se der fruto no ano que vem, muito bem! Se não, corte-a’.” (Lucas 13:6-9)


Assim compreendemos que Deus o Pai, nem Jesus, o Filho, estão apenas lidando com as árvores. Bem sabemos que elas simbolizam o homem em muitos casos. Inclusive, o próprio Jesus é comparado com a Videira Verdadeira, e nós os ramos! Israel é também lembrado ora como a Figueira, ora como a Oliveira Natural e nós, gentios, a Oliveira Brava enxertada.


Por isso, é fácil entender que o Pai, que é o Agricultor, obviamente espera encontrar muitos e bons frutos em nós. Afinal, a semente é de boa qualidade, o “trabalho” do Agricultor “cavando, adubando, podando e regando” é perfeito! A expectativa de ver o fruto do penoso trabalho da sua alma e ficar satisfeito é grande e justa! Tanto que o próprio João Batista já bem anunciava: “O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo.” (Lucas 3:9 e Jesus em Mateus 7:19) Portanto, é caso de se considerar enquanto se pode reverter, principalmente se já há tempos está “ocupando a terra inutilmente”!! Se nós esperamos boas colheitas quanto mais Ele!


Bem observou Jeremias: “Observo-lhes o íntimo e vejo que sequer cogitam: ‘Melhor seria temermos o Senhor nosso Deus; afinal, é ele que nos dá a chuva de outono e a de primavera a seu tempo e que nos reserva as semanas certas para a colheita’.” (Jeremias 5:24 = Joel 2:23) Vemos nisso a Sua bondade, pois de fato ele concede “boas chuvas para a nossa terra no tempo certo: chuvas de outono e de primavera. Podemos, assim, recolher o cereal, e ter o trigo, vinho e azeite com fartura.” (Deuteronômio 11:14) Porém, se não correspondermos com esta bondade, “se continuarmos a pecar deliberadamente depois que recebemos o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas tão-somente uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os inimigos de Deus.” (Hebreus 10:26,27)


E então... “Se não foi útil para coisa alguma enquanto estava inteira, muito menos o será quando o fogo a queimar e ela estiver carbonizada.” (Ezequiel 15:5) Misericórdia!!! Que sejamos sim, pelo contrário, “como árvores plantadas junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo o que ele faz será bem-sucedido.” (Salmos 1:3) Obrigada, meu Jardineiro Celestial, por me conceder mais uma Primavera, que ela seja florida, perfumada e colorida, cheia de muitos e bons frutos que satisfaçam prazerosamente sua busca em meu pomar!


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Marina M. Kumruian

sábado, 17 de setembro de 2022

38/52 – CONTRA OU A FAVOR

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”

38/52 – CONTRA OU A FAVOR


Sábado passado terminei a reflexão com este versículo: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31)

E por mais difícil que pareça acreditar que Deus possa ser contra nós, temos que admitir que isso pode ser possível em alguns casos. Por exemplo, eu continuo examinando as Escrituras de Ezequiel, e já comentei aqui que a mensagem dele é a mesma da maioria dos profetas: relembrar a “bondade” de Deus para com o seu povo em tantos livramentos se mostrando “severo” Guarda de Israel... em seguida apontar o pecado e a rebelião deste povo que, esquecendo-se e afastando-se do seu Deus, caminha errante para o castigo da disciplina severa do Pai... com isso os profetas conclamam o povo ao arrependimento e a confissão dos seus pecados em humilhação e quebrantamento... para que então, de acordo com a resposta a este apelo, entregar a profecia de destruição “para que saibam que o Senhor é Deus Soberano”, ou a promessa de restauração “para que saibam que o Senhor é Deus Soberano”! Leia a beleza das promessas em 36:25a29


Como mencionei anteriormente, esta frase “para que saibam que o Senhor é Deus Soberano”, aparece 65 vezes nos seus 48 capítulos proféticos, e só agora, no 36 ela apareceu indicando a revelação de Deus de si mesmo no processo de salvação e restabelecimento do Seu povo. Em todas as demais dos capítulos anteriores ela estava sendo usada para expressar a revelação de Deus por meio dos julgamentos contra Israel e as demais nações. Ficou muito notório porque li os dois capítulos na sequência e, enquanto um dizia: “Esta palavra do Senhor veio a mim: ‘Filho do homem, vire o rosto CONTRA o monte Seir; profetize CONTRA ele e diga: ‘Assim diz o Soberano Senhor: Estou CONTRA você, monte Seir, e estenderei o meu braço CONTRA você e farei de você um deserto arrasado. Transformarei as suas cidades em ruínas, e você ficará arrasado. Então você saberá que eu sou o Senhor. ‘Visto que você guardou uma velha hostilidade e entregou os israelitas à espada na hora da desgraça, na hora em que o castigo deles chegou, por isso, juro pela minha vida, palavra do Soberano Senhor, que entregarei você ao espírito sanguinário, e este o perseguirá. Uma vez que você não detestou o espírito sanguinário, o espírito sanguinário o perseguirá.” (Ezequiel 35:1-6) Em contra partida o próximo capítulo dizia: “Mas vocês, ó montes de Israel, produzirão galhos e frutos para o meu povo Israel, pois ele logo virá para casa. Estou preocupado com vocês e olharei para vocês COM FAVOR; vocês serão arados e semeados, e multiplicarei o número de vocês, a saber, de toda a nação de Israel. As cidades serão habitadas e as ruínas reconstruídas. Multiplicarei os homens e os animais, e eles serão frutíferos e se tornarão numerosos. Tornarei a povoá-los como no passado, e farei vocês prosperarem mais do que antes. Então vocês saberão que eu sou o Senhor.” (Ezequiel 36:8-11) Perceberam o contraste entre o CONTRA e o A FAVOR (com favor ou favoravelmente)? O paralelo entre o anúncio do castigo das nações e o da restauração de Israel? Entre a desgraça arrasadora contra Edom e a prosperidade frutífera de Israel? ENTRE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS?


O contexto da história já é sabido. Sim, Israel mereceu ser castigado pelo Senhor por conta de suas transgressões, e muitas vezes Deus se utilizou de nações poderosas e sanguinárias como Suas varas de disciplina. No entanto, o propósito de Deus era a reconstrução transformadora e não a punição destruidora. Por isso Ele repreende Edom, descendente de Esaú, irmão de Jacó-Israel, por ter se alegrado com a devastação do “seu irmão”. Deus esperava que ele “detestasse” a vingança em amor e consideração à própria família. Essa repreensão se aplica perfeitamente para muitas hostilidades familiares de nossos dias. Preste atenção! Mesmo em meio à plena manifestação da ira divina, Deus requer misericórdia!


Aliás, esta questão de Deus ser contra e a favor nestes nossos dias também é bem vista nas Cartas às 7 Igrejas do Apocalipse. Como o Israel do Antigo Testamento, a Igreja do Novo também é seu povo a quem o Senhor tem Seus prós e contras. Exemplo: “CONTRA você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor. Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do seu lugar. Mas há uma coisa A SEU FAVOR: você odeia as práticas dos nicolaítas, como eu também as odeio.” (Apocalipse 2:4-6) Muito interessante que o “contra” é pelo abandono do AMOR, mas o “a favor” é pela preservação do ÓDIO! Confira outro contraste deste ódio com o de Ezequiel 35:11. Nem todo ódio é reprovado!


Com esta reflexão, consideramos que a bondade e a severidade de Deus fornecem o equilíbrio, justa e perfeitamente, para Ele ser CONTRA e A FAVOR, arrasar e restaurar, amar e odiar conforme lhe for devido e para que não se imagine um Deus com um sorriso de papai Noel estaticamente invariável, antes, “para que saibam que o Senhor é Deus Soberano”!


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Marina M. Kumruian

sábado, 10 de setembro de 2022

37/52 – VIDA OU MORTE

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS”


37/52 – VIDA OU MORTE


Por estarmos em pleno SETEMBRO AMARELO, e justo hoje calhar de ser 10 de Setembro, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, achei oportuno refletir um pouco sobre esta questão! Até porque, sendo setembro exatamente o mês em que celebro mais um ano de vida, é pertinente que eu também registre aqui os meus protestos contra o suicídio em favor de tantas boas razões que temos para se viver! Nossa Batalha é pela vida, não podemos baixar a guarda e morrer!


Logo me vem à mente a declaração de Jesus: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” (João 10:10) Este paralelo revela novamente os polos que temos traçado em muitas destas semanas: a vida e a morte; Jesus e o Diabo; o bem e o mal... ou seja, os extremos deste duelo que sempre deixa em jogo a bondade e a severidade de Deus. Na verdade, não é bem um “jogo”, embora também haja sempre um que ganha e um que perde. Mas para melhor entendermos as “regras deste jogo”, melhor seria trata-lo com mais seriedade e dar o devido nome, chama-se “Batalha Espiritual”. Sim, uma guerra mesmo entre o Evangelho de Jesus oferecendo vida e vida em abundância... e o engano de Satanás mercadejando a morte e a destruição.


Este tema ganhou ainda mais força esta semana justamente porque nela eu concluí o ensino da Carta de Paulo aos Efésios apresentando para a minha classe o assunto do último capítulo da série: “A Armadura de Deus”. Lá diz assim: “Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo, pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo.” (Efésios 6:11-13) É ou não é caso de vida ou morte?


Muitos não tem essa consciência de que estamos todos em um campo de batalha e nem sequer se dão conta de que estamos cercados por inimigos, até muito reais, ainda que espirituais, bramando como leões a procura de quem possa tragar, quer seja com um golpe baixo de tentações carnais, quer seja com sutilezas de astuto engano, quer seja com dardos inflamados em forma de palavras de outras pessoas ou pensamentos pessoais na própria mente, quer seja nas estratégias camufladas dos entretenimentos, ou das mensagens subliminares e preliminares da mídia contaminada e das redes sociais envenenadas pelas doses de malícias e maldades que o “deus” deste século borrifou em todos seus veículos de morte. Talvez caiba também para este oponente a aplicação da advertência: “Considerai a maldade e a falsidade de Satanás!” Alguns, não as levando em conta, tornam-se presas fáceis das suas multiformes armadinhas diabólicas! Uma delas, inclusive, o suicídio, assunto em pauta deste mês! Por isso lute pra viver!


Por outro lado, considerando a bondade de Deus, reconhecemos que Ele não nos deixa indefesos e abandonados nesta peleja! Absolutamente! Ele é nosso Senhor dos Exércitos, Aquele Guarda de Israel que vai a nossa frente e não permite que as forças do inferno prevaleçam contra nós. Desde que... desde que sigamos as Suas ordens militares para que esta luta não nos derrote, mas nos leve a vitória. Ele nos provê de armas espirituais, de couraças de justiça, escudos da fé, capacetes da salvação, espadas da Palavra de Deus, e tudo isso bem seguro pelo cinturão da verdade! Aliás, é especialmente nas nossas piores lutas contra os poderes das trevas que nosso Deus manifesta ainda mais a Sua severidade contra o mal e a Sua misericordiosa bondade em defesa dos seus verdadeiros filhos da luz!


Bem conhecido é aquele verso: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31) Que segurança traz aos nossos corações a certeza de que Deus é por nós! Que senso de proteção quando cremos que “maior é o que está em nós do que o que está no mundo”! (I João 4:4) E como é bom saber que “mais são os que estão conosco do que com eles”! (II Reis 6:16) Isso é a pura bondade de Deus! Mas vigie, criatura! Ai de você se descuidar e passar a passear no campo do adversário! A severidade de Deus pode bem chamar a sua atenção com estas mesmas palavras: “Por que vocês estão desobedecendo à ordem do Senhor? Isso não terá sucesso! Não subam, porque o Senhor não está com vocês. Vocês serão derrotados pelos inimigos (...) visto que deixaram de seguir ao Senhor, ele não estará com vocês". (Números 14:41-43) Logo, o contrário prova ser verdadeiro: “Se Deus é contra nós, quem será por nós?”  Sejamos firmes, fortes e fiéis nas nossas batalhas sabendo de que lado nós estamos e com quem de fato temos que lutar!


Compartilhei minha 37ª semana de 2022


Marina M. Kumruian

53/53 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

 Série: “CONSIDERE A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS” 53/53 – CONSIDERAÇÕES FINAIS Vamos então às “considerações finais”! Só fique bem claro,...